J 5 k 1 N
26/03/2012
Desenhos homeopáticos de estática
Opressiva falta de contornos
Compreendida com esmaltes de malte
Vermelha cor de Marte, tua elipse pela sala
Sobrevoando os atos alheios da representação
E todos eles de comprimento errôneos
Toda libélula de asas de plástico visível
Amordace o rancor definido no sopro
Amorteça o sentido do teu, ouvir
Toda canção de cuspir, retorna
De sua infelicidade, mais pura
1′m P4C T0 K3 D4
21/03/2012
Todo instante de entropia magnífica
Luxo de consciência sobrecarregada
A ideia pré-fabricada pelo nascimento
Cadenciado o ritmo em doses de rotina
Respirando a meia noite, como se ainda fosse dia
Depravar a velocidade da ação
Voluptuosamente diante dos olhos
Um quilometro atrás, a fuga faminta
No próximo passo, a inflexibilidade
Manter o conforto do toque
Saber que tudo funciona
Como um ato
Quebra tua lente, teu cristalino sentido
Jorra da tua boca, a palavra embebida
Em ácido de sonho, respira
Adorna tua calma com movimento
Passando do limite da alma/carne
Sente a viscosidade do sangue
E desprende a escravidão do desejo
Toda métrica errada de enquadrar
O verde, com tua quarta-feira
Tua folga retalhada de preguiça
Humidece teu rosto frio
Com lágrimas, deseja a boca do horizonte
Desconhecido pela palma nua do teu pé
Respirando terços de água
Terços de maçá de rosto
Terços de tua lúcida e pálida emoção
Reagir quimicamente ao sopro
Ao carinho formoso das vozes
Deitadas nos teus inconscientes impulsos
Repara, a velocidade aumenta
Até o momento da queda
Impacto.
p3R FU R4 4C40
20/03/2012

O pé, deformado, o sapato
O outdoor encarece a visão
A palavra, se perde no sentido
Pois todo sentimento é em vão
Sem nenhuma clareza
A mão pode ser o tapa
O vampirismo na expressão
Alguma lua sem vida
A maneira de imaginar-se
De medir-se
No reflexo do infinitivo
Toda calma agregada a carne
Mutilada pela incisiva apreensão
Contorna a vida com tua tristeza
Obriga a boca escondida pela directiva
Soterrada pela experiência, pela informação
Sorrir, e todo desejo recebido, é torpor
Sem ritmo, sem direção
PR 4 T1 kR 0F!m
05/03/2012
Todo final de tarde, se pratica o fim
Fantasmas se escondendo em nuvens de força
O interior do meu resíduo indivisível
Agora forja o medo frio entre a bipolaridade
Respirando as ondas sucessíveis a alienação
Me veja aquele maço de cigarros
Descritos naquela fala
Pagos pelos fonemas vermelhos e brancos
Eu sou embalagem
Toxina em cromossomos repassados
Anedota de nariz de palhaço
Oras! É apenas o espelho, é apenas teu rosto!
Pitado! De cores que não escolhes
De cerejas de plástico, em bolos de desnutrição
Chegue mais perto, pois não vou mesmo lhe tocar
Está tão perto, mais não vou lhe tocar
Respiro a fumaça de sonho
Que desliza viscosa nos pulmões
E expira para fora, a sombra que se pratica o fim
Escravos de sensações custosas
Até tornar-se adepto, da estática
Do verso repetido do dia
Que nasce e morre e mata
Cansa do teu conforto e mata
Todo final de tarde, se pratica o fim
Elereocardiogramaapaixonado
10/02/2012
Entrevista Portal Aqui Brasil
08/02/2012
M3 M3 N T13R
01/02/2012
Não vou eu me mentir
A chuva toca, retoca de rosto
O ser bicho se contorna pelo som
Pois toda forma de feição
Sempre nos afeta, se desperta
Fortuna falsa em facas
Pares sem sobras nem rebarbas
Semi marcadas com mãos
Maiores que as minhas próprias
Dormência critica de inércia
Senso desértico de adesão
Eu não posso a canção
Nem mesmo o arremate de fim
A mudar-me amedrontado
E a folha realça a palavra
E a próxima página
Não, eu não vou me mentir
8m1nut0s4tr45
01/02/2012

Este aqui
Esteve aqui
Esteve já aqui
O sol já
Esteve aqui
Com todas as suas cores, invisíveis
Já esteve aqui
Oito minutos atrás
Eu? Era adormecido
Mas você, já esteve aqui
Com toda sua voz, Lúcifer
Oito minutos atrás
A cor das fantasias
As plantas e suas alegorias
Pensamentos em tentativas
Este aqui
Já esteve aqui
Como soldado
A peça que falta
Esteve aqui
Na manga do jardim
Tua roupa? Veste em mim
Já esteve aqui
O sol?
Esteve aqui
Oito minutos, atrás
Eu vi a doce inseguridade
Dançando
Este teve aqui
Oito minutos atrás
4551 M4 C4 b4
13/01/2012
Toda cor é tua, pois passa por vaidade
O cérebro celebra o momento de fim
A informação contida, o carbono
Que descobre a vida
Tentativa constante
Entropia similar ao terço
Do corpo invisível
Nenhuma foto de silhueta
Soterra a vontade de espelho
Todos somos repetições
Respirações informando
Um tempo abortado
Tangerinas de estação
Cítricas como os olhos
Costurados na superfície
Toda separada
Assim se fala o molho
De chaves de portas entreabertas
Que se fecham como sonhos
Eu não me importo
Assim acaba
4r3c0N3CT4R-53
26/12/2011
Ao não fluxo estanque de sentir-se sóbrio
Pelo sabre de parte marfim, congelado e ligado
Ao elemento de em alguma parte, descobre a pele
Que um dia fora morta estrela
Que brilha em algum outro lugar
Em algum outro tempo
Como poderia eu ver meu próprio corpo?
Despedaçado, ainda em montagem
Pelas tentativas em linhas opacas
Que olhamos e replicamos em respirações surdas
Passo úmido em direção a terra carnuda
Que liquidifica a felicidade em termos de ansiedade
Plena visão da inexistência inexorável e vestida
Com incontáveis tentativas repetidas
Com camadas finas de entendimento
Conexões que desejam a forma
Eu sinto o que sei e sei o que aprendi
Deformando o que posso e alvejando a eternidade
Em copos de milagre, minha carne desaparece
Fortemente armada com informações
Ela se espalha, como chuva que toca a malha
Invisível da sabedoria, que tenta
E nunca para
N05 50m05 1gu415
02/12/2011

Celebro o cérebro intacto
Ao costume mar polivalente
Protegendo o self em uma concha
Aberta ao externo ácido, básico
Reações químicas controladas
Suscetíveis ao toque físico
Formando adereços em proteínas
Jogadas como dados nas ondas infinitas
De um oceano infinito ao nossos olhos
Situados no braço em espiral
Esperando a tormenta que tem teu nome
E passa, nada pode ser mais idêntico
Que duas linhas paralelas e de mesmo
Comprimento
4v0ZQ3MUD3C3450mBR4
27/11/2011
Emudece turva e apreenciva
Desdesejo ao ato toque
Todavia de conectar
Dissolve na boca de gosto
Que só eu tenho precisão
Descrição celular da minha feição
Eu olho, pois o horizonte de desfaz
Em contornos de translúcido rosto
Nunca deformaria minha expressão
Em palavras a serem ouvidas
Eu sou a queima da queda
Perfurando a vida
Aguardando o alívio em delays gradientes
Pores-de-sol retorcidos como Ácido desoxirribonucleico
A mesma voz, zov amsem A
Emudece turva e apreenciva
3l1x1r d V1rtu4L 1d4d3
06/11/2011
Ao passo do reparo Respiro o som pálido, invisibilidade Sentado num bar aonde servem corações partidos Eu sou mais um rosto apreensivo Pois todos tendem ao vinho tinto métrico Taças sem forma, bocas em espirais Deformo o licor cítrico de luz baixa Pois o sangue simplifica o gesto Quebrar-se em partes menores e menores Pois a paixão célula retoma o infinito Toda e qualqquer paz se lava Num banheiro sem espelhos Pois não há rostos a serem vistos E a sombra com seu gosto fácil sublinha a canção Que como redemoinho circula aos ouvidos desintencionados Eu sou todos eles, pois ouço sempre uma criança Chorando ao lado do piano mudo Eu sou todas elas, as concentrações e perdas A informação retida ate chegar a minha vida Rabisco teu toque no copo e teu suor Solidifica como gelo que se dissolve na boca A parte mais elétrica de um suspiro Do reparo, ao passo
R3sp1r4 540 D pR353nt3
15/10/2011
Toda memória que escapa
Entre as mãos finas do esquecimento
Eu sou todas elas
Um ritmo distraído
Feito de fetos límpidos
Espirais de vida esperando uma consciência
Eu me repito
Modismos recentes
Contra todo costume adquirido
As mãos difíceis de se encontrar
Eloqüentes no silencioso amor invisível
Eu me repito
E o céu se define sempre cinza
Pois é Curitiba
E o sol tem sempre medo de sorrir
Mesmo assim a paisagem me lubrifica
Em estáticos momentos de sabor
Pois não há passado, nem mesmo futuro
Apenas agora, minha respiração de presente
Eu me repito
Hardware & software
09/10/2011
Toda projeção válida
Desprenderá o sabor da carne
O algorítmo mutante
Saboreia isso, separadamente
Com a sua suavidade caó(ero)tica
O design do abandono
Levita sobre o fim do dia
Enfatisa sua distância
Como uma mina de proximidade
Deslisando como um copo de martini
Aguado e sem os cubos de gelo
Felicidade carbônica
Feita de instantes focilizados
Anexados em grandes arquivos
Teu corpo feito de tentativas
Inexorável até a tua partida
Me abraça, pois o resto
Não passa por mentira
4LG0 R1TM0 B10 L0G1C0
14/09/2011
Embebido em termos de supressão
Alco-lirissmo em elefantes
Caminhando ciclicamente pelo desparecimento
Retorno a poltrona a posição original
Possivelmente o deserto debruçado
Se cansa de estar estanque
Mas não chora pela chuva
Pois suas entranhas adormecem
Corpo anexado ao termo de oxidação
Sempre junto ao que se respira
Tornando repetir-se mais fácil
Que sonhar com algumas doses de adestramento
Lubrifico meus olhos cansados
Alieno a mim mesmo
Pois há riscos temer a real libertação
Comprometendo-se com as próprias
Fantasias homeopáticas
Não há, não vá, não seja
54-U-D4 D35 m0l3cul4
08/09/2011
Saudades Brancas, Saudades Roxas
Saudades Ósseas, qualquer coisa que se toque
Abrace, um termo de carbono
Um alivio químico
Uma ingestão digital, uma abreviação cientifica
Uma rubrica de rubro vermelho interno
Soletre a cor do, separe-se do níquel
E de qualquer lado que se possa ligar
Ao alucinogêneo vital de manter-se
O mesmo, olho, que vê, um dia, depois o outro
Num suspiro sabor palavra
Por que a boca sabe ter teu gosto
E saiba, tão bem que me falta
Acordo-me de sono que se desperta
Como a luz que comprime o cheiro
Da tua volta toda violeta
5u4V3d351r3
26/08/2011
A próxima página é um grito
Mas não me há-susto
Pois eu marco e me repito
Pois posso, como célula de céu
que escolhe ser de um azul
que sente teus olhos
demarcados com um barbante
que se desprende de um casaco qualquer
dentro de um armário infinito
e flores mesmo que cresçam no teu teto
sou eu, em pé, partir
Pois quase sempre do seio
Corre o torpor de ser
Senta, desperta aqui, mesmo que tenhas
que fechar-bem-os olhos
a mesa despeja-se ao fim
com letras que só eu quero ler
pois tem de ser assim
Eu tenho duas mãos
nas quais se pintam como quiser
pois carrego sempre nelas
meu-eu-lírico-meu-eu-coração
mesmo que eu escolhesse
assim se parta
agora junta, e me de um terço de tempo
pois é o suficiente a ser eterno
H (you) RR1 C4N3
23/08/2011
De-Pressão do olhar in-finita (aleg(oria)ria?)
Não teme(nem tece) , não TUA força, TUA direcção
Respir-ando a-o-ar invisível
Mo-vendo ao o azul o céu
Alega que o corpo, o MEU corpo
Distorce a devoção ao silêncio
Por escolher OUVIR
TUA culpa, SENTIR
ELE não teme
Pois sabe, desejo
Apenas nasce
Do corpo que desejo
Movendo-se até aquela pele
Terminal, saber, desintoxicar-matéria
Como o gradual consciente da pedra
Que difere teu cálcio materno
Do brilho da escuridão
Pois só sabe da noite
O texto que fala do (Palavra faltando)
B3-m f3 cH4 d0s
29/07/2011

Olho, os olhos que vêem a queda
Antes de mesmo fazer-me ponte
Espalho-me sempre sem palavras
Nos desenhos sem forma
Na paisagem escrita que adorna
Eu sinto o que vejo (bem separadas)
Movendo-se debaixo das minhas pálpebras
Não há diferença em abrir e fechar
Cl N CaNa
17/07/2011
Memória emocional primitiva
Vastos campos de programação inteligente
Matéria consciente de sua existência
Lembra-te? Quando ainda eras o nada
Holográfica visão líquida
Homeopática percepção
Ornamento lisérgico de mutação
Toda vida como um passo da expressão
A vertigem do conhecimento
Translada até mínima redução de célula
Porção emotiva de reação
Circunscrita de desejos NÃO-TEUS
Terminações térmicas de TER
O prazo curto de extinção
Leva-nos a crer na eternidade
Que alguma rocha teve
Teu corpo derretido
No coração de um sepulcro
Tão brilhante quando imaginas crer
Teu passo certifica tua canção
Teu olho um dia NÃO-FORA-TEU
Repita-te até algum flash de He
Subscreva tua respiração
Todo processo, toda possessão
Alguma dia vai ser uma espiral
Na escuridão fria da tua terminação.
C29u
17/07/2011
Número mágico, Três passos
A cor da respiração, transpira
Quando te cobre, não te mancha
Pra mim, vinte e nove
A cor da falta que se absorve
A horta que sangra, sobre a flor
Toda chance de te despir
Mover-te em direta ação ao sol
Submeter-te a sadia forma de vida
Pois ainda há mais de um corte
Se fecha a estação
{ }
10/07/2011
Vejo nada, Eu Com meus bons olhos Atrevo o arranhão Como a encosta da diferença Entre Ternura. Não há mais nada Ter tudo, entretanto Ser tudo Levar-nos-ia a rua do Aleph Sem nenhuma subversiva realidade de sonho Discrepância ao cheiro de memória Eu, vejo nada My. You have good eyes
4t3 n40 n0T4 R35 Q 4nD 4
20/06/2011
Parcialmente coberto pelas cinzas
A silhueta do rosto esquece
Que são cinzas, apenas a pele
-Entrem todos os pensamento, entrem todos!
Passivamente anestesiados, pela desfiguração humana
Servir propósitos que trazem apenas cinzas no rosto
Os animais dos espelhos, nos aguardam
Pois são nossa face de imitação
O peixe que nada calmo
Esperando até nosso sono
Cerra-te a ambígua vida de frustração
Cava o buraco na mesa de um estranho
Conta poque sucumbes ao concreto verde
A verdade é teu rosto riscado
Todo broto cortado da tua imaginação
Dois corpos caminham e pensam
Falam sobre o sofrimento de aprender
Que a direção do coração
Fora puramente apagada
Uma estrela por vez
Apaga-se no céu
Até que não haja
Não fale
Sejas agora.
Collagen
14/06/2011
B (oro), lança (super helix) em negação
Conectar-se, ao movimentar-se
Vinte-e-cinco-por-cento (do corpo)
Que não se tem junto
Nasce ausente, e se afasta
Sente (e observa-se) a queda
Em cada gota sólida
Um suspiro defasado de açúcar
Molécula de reflexo
Célula dentro de acostumar-se
E o lençol jamais será trocado
Pois invisível e sensível ao cheiro
Assim é melhor
Atomic Concert
12/06/2011
Desenho (sobre) natural, ao
Espaços vazios, lembranças feitas de
E mais espaços vazios
Olhos fechados, solidificações quânticas
Reacordando entre fracos frascos de luz
Denominar a beleza invisível
Na vermelha velocidade da luz
Repetir-se até que a entropia
Transborde das suas feições
Até que seja possível nenhuma beleza e nenhuma feiura
Até que seja a borda da inércia
Enunciar-se em termos de ressonância
Dualidade em cauda de sonho
Anti-ser aniquilar o agora
Até o estéreo para sempre
150 L4 R C
12/06/2011
Nos rostos das páginas em branco
Habitam os corpos das idéias
Os contornos que são vivos
Mas aguardam por alguém
Imaginar-se-iam capazes
Deformar, até mesmo visualizar
O sol se por sem nenhum átomo
Observando a perfeita queda
Da paixão dos olhos pelo lago
Ao lado do reflexo
A mão gélida oculta-se
Pois somente dentro do silêcio
Poderás ouvir o som de si mesmo
Abandonando toda reação química
Sonho, May 28th
30/05/2011
Cinco espirais
Contados, espirais
Dias, e buracos negros
Meu estomago
A descrição elusiva da proximidade
República Nacional da Apatia
Escrita e submersa no sangue
Bem além do olho visível
A Vasta tentativa sobre os pés
Infinitas repetições
Cada estomago partido
Cada unha roída
Amanhece
Depois do sol, você.
An3 5t3 514 G3 R4 1L0
23/05/2011
05 0Lh05 Tr15T35 d3 54g4n
09/05/2011
Ao olhar frustrado do venusiano
Sempre um passo abaixo ponto azul
Sofisticação evolutiva
Aperto de mão, com o quase infinito
Force um pouco mais
Nem tudo é tão claro
Nem mesmo a ausência
Fótons resfriados
Pela turbulência desumana
Mascados nos confins da avelã
Nitrogênio no gosto do teu beijo
Solidificação da vida em inexistência
Apelo sempre aos que morreram sós
Sem o calor do cardume
Pois o musgo verde paga sua própria carência
Sempre uma passo a mais
Saliência
Deixar-te-ia encantar pela dança planetária
Deixa-te levar pelo vento
Nem mesmo o vácuo e impediria
Deixa-me ir
Oh vento que te levaria como semente
Sem pontos finais
Somente
Deixa-me ir
P4iS Ag3N in POST
19/04/2011
J4 P4 neutron
18/04/2011
A f a l t a todajunta toda s e p a r a d a
12/04/2011
Limitar-se-iam, a paisagem
Que se circunscreve ao redor TEU
Rampas de areia com maciez e restrições Hexagonais
Exactamente associadas
Eu Hermético, TUA hermética
Força Newton, a maçã à mercê
TEU corpo, o tempo, à mercê
Matemática da consciência
Coberta de chocolate
Seduzindo o nada, ao encontro
Metamorfose, o mineral, o toque
A f a l t a todajunta toda s e p a r a d a
A
BSOD in the SKY
11/04/2011
Aplicação indisponível ao toque suave de requisição
Homeopatia digital
Letargia
A Vida voa com as asas homicidas do tempo
Inquestionável avaliação Darwiniana
Macros utilizadas diariamente
Ao sóbrio a tristeza, à derme a torção
Subtrair-se ao escopo, definir a singularidade
Sobrepor-se ao carisma foto-mecânico-corporal
Instalando-se em um hardware opressivo
A queda supervisionada
Sempre se presume concluída
Pois nada mais será necessário
Proíba a vedação pragmática
O assunto serpente, o doce e a canção
BSOD in the SKY
F4lT4 F3iT4 d3 S4L
21/03/2011
Movia-se ofegante, a cama
Cobria-se sem vento
Abraço de sonho
Olhos fechados, se escondem abertos
Guardando os segredos de sonho
Veto-me as saliências, o gosto do suor
Sempre a super-fície, a calma
Sobrepondo-se a cor
Verde verte da lembrança
Magnífica forma
Falta feita de sal
Derretendo-se em sombra.
M3 m0 R14 1n V4 L1 d4
18/03/2011
Inválida programação celular
O toque plástico, o osso, nenhuma dor
Olho em vírgula, vaga noção denominada
A função descrita e apática
Deformatizar a construção sobreposta
O corpo-que-se-mexe-no-sono
Acordo com a solução líquida da boca
A ostra vulgar de confusão
Servindo a conexão cognitiva
Eu-mesmo-gosto
Preciso-o-toque-teu
Transforma-a-garganta
No-beijo-de-saudade
H0 L0 GR4 M4
09/03/2011
Anexando a confusão, Na exacta nudez
Meus olhos, pra descobri-los, fechados, abro
Sóbrio toque holográfico, timidez
Invento-me bidimensionalmente
Pois minha informação não se perde
Coração feito na mesma fábrica
Que te induz as estrelas
Sublinha este rosto de febre
Decapita tua emoção, em qualquer raiz humana
Pois Assisto teus olhos na distância mencionada
4 luz L4 R4N j4 D3 50 D10
09/03/2011
Luz laranja de sódio, a
Vidro manchado de chuva, transpassa o
Gosto cansado que enche a boca, o
Nos braços, desmanchando o movimento
Deslocar-se-iam as intenções
Na rotina, repetidas cegamente
Dentro do aquário, nadando livres
Razão além de partir, não há
Matéria viva envolta
Circular entorno da vida
A luz laranja de sódio.
D35 K0N5 TRU 1R – 53
07/03/2011
Apoio das pernas, ao
Desmancham-se-iam no ar
Um passo afiado, pois
Dúvida, é a adesão, na
Espiral, a
Rejeito por que, eu
Não há o necessário fluxo
A inversão, reinventa-se sem face
Adestrar-se ao menor conjunto de pares
Imperfeitamente somados
Qualquer ritmo, desconectar-se
Segurar-se-iam a posição
Sem qualquer direcção, pois
1N 50 N3 4R
07/03/2011
Tatuagem termina a intenção, a
Sobre pele, pelo, a paz
Gosto que se esconde na memória, o
Melhor ideia através da sensação, a
Sempre teimo, pois o sono é desdem
Fuligem escrita sobre derme
Diagnóstico de sobriedade inconcebível, no
Adentro desejo de deformar a compreensão
Há algo na falta de desejo, pois
Desorientar-se-iam as peças do puzzle
Reação, é sempre esperar, a
Hermética, dimensionada, a grave vulgaridade existencial
Lágrimas que desaparecerão na chuva.
Tatuagem termina a intenção, a
Sobre pele, pelo, a paz
Gosto que se esconde na memória, o
Melhor ideia através da sensação, a
Sempre teimo, pois o sono é desdem
Fuligem escrita sobre derme
Diagnóstico de sobriedade inconcebível, no
Adentro desejo de deformar a compreensão
Há algo na falta de desejo, pois
Desorientar-se-iam as peças do puzzle
Reação, é sempre esperar, a
Hermética, dimensionada, a grave vulgaridade existencial
Lágrimas que desaparecerão na chuva.
M3 m0 R14 3M0 C10 N4L
14/02/2011
Memória emocional
Calo invisível
Vontade intríseca
Os dedos que movem
A lágrima que corta até a queda
Imóvel e diretamente ligada
Torpor de ações irrevogáveis
Vertendo ações incosciêntes
Mancha sobre os olhos
Métrica que não se deriva
Da prática dos passos
Posição exata na escuridão
Olhos fechados pra sempre
50 l1 d4 0000000000o
05/02/2011

Somos o vício no passado
Vivendo pequenas prisões
Porções, memórias
Cada reação medida
Somada, sentida
Rostos e suas marcas
Cromossomos e diferenças
Na microscópica ilusão
Derreto a feição
Adormeço
Minha pele se desfragmenta
Na opção avançada
Retorno intacto
Pois a verdadeira diminúta
Sempre se sobrepõem, solidão.
V3 Nu 5
30/01/2011
Não possa mais ver, não me importo
amanheço cada dia, eu sempre
com cicatrizes, nos meu sonhos
equilibrando meu corpo
nas paredes que não estão lá
efervescente reação
a si mesmo, não meça
a correspondente ação necessária
agora, é a palavra que habita sua alma
eu quero, mudar a correspondência
disseminar a força precisa, mudar a direção
o corpo em queda
mas a queda é o próprio corpo.
4 C4 L M4
14/01/2011
1 Th1 Nk 1 Kn 0w Wh 4t D3x t3R M34 n5
26/12/2010
Tão próximo, quando for
O dia anoiteça, talvez
De se distribuir, sem a percepção
Toda extensão
Sou quase tão frágil
Quase
Adormeço quase sempre
Não visto meu rosto, quando acabo
40 k0 M3 ç0
23/12/2010
O nariz do palhaço é manchado
O (ver)me(o)lho no nariz, corre
Derreto a devo(a)ção e o apego
Pois positivamente sou negativo
Polo subjectivo, terceiro olho
A definição subconsciênte
A real idade semelhante
Eu verto a vontade, a acção
Subjacente eu nasço mero instrumento
Devolvendo-me ao começo
O universo que acolho
Na informação retina no que me imagino
Nascerá na memória orgânica
A chamada inspiração
Regurgitará minhas sensações
Aquele que virá e foi
Prometo a proveta desobediência
4L Qu1 M14
22/12/2010
Sou a mina de proximidade
A proxy retida na comunicação
Não se mova, pois o mar ainda move
Determine a fracção exacta de diferença
Devolva a redenção, pois os passos não diferem
Vou ser verde em alguma estrela passada
Pois a concepção das cores, divide a percepção
Informe as micro-deformações da informação
Pois tenho luz, pois tenho fótons e adornos
Meça-me e não saberá aonde estou
Tudo que sou feito me desfaz
Tudo se repete, pois a alquimia é a descoberta
Me devolva ao mar, pois a escuridão
É tão clara quanto reiventar.
4 F4 LT 4
21/12/2010
Quando quiser (tento) tocar
Através do que perceba real (mente)
Adorno-me atroz (sou, eu) a diferença
Pontos nas mãos (dividem) ao mesmo
Eu tento o não-retalho (a)proxim(a)ação
Cada rosto que recrio (não-desenho)
O sangue
Assim espalho-me
Contraindo o gosto dormente
Eu preciso próximo
Eu preciso perto
Permanente
A falta
É sangue
É falta
50_mBR_45
12/12/2010
A-sombra-do-outro-lado-da-cerca
Subitamente esconde meu rosto
Rasteja e fala as palavras que engulo
Afirmo parcialmente, proeminente
Mas não há pelo no meu rosto
Rasgo o que for, me deito no esgoto
Rejeito o osso, a estrutura a cadeia celular
Desnudo? Não até que possa despir-me
Para mim mesmo, a-máscara-do-rosto
Eu sou outro
Qualquer falha fornece a entrada
A penetração ao sono, navalha
Há um rosto, há um toque
A-mão-me-diz-quem-ser
Como se fosse palavra
Debruço e desintegro
Eu sou outro
Alegoria de adorno
A repetição do morno
Vermelho estipulação
Acordo vermelho
Pois-é-a-cor-que-me-faz
Eu sou outro
Al3R G14 1n3 X15 T3n T3
12/11/2010
Acontece quando você se sente leve
E suas mão tremem maximizadas
Malfuncionamento discrepante
Alguma coisa ante o soberbo
Sente com o corpo que lhe foi dado
Despedaça o que fora seu
Eu sei, há urgência em saber
Mas você já sabe
Mas aqueles que acabaram de chegar
Imortalidade de realidade
O sentimento de overdose do que se vê, sente, ouve
A fala repetida, ainda não se corrompe
Eu quero dizer o que sinto, eu quero ser o que vejo
Não há maneiras de ver, além do que já existe
Mas eu sou novo aqui e eu posso sentir
Não quero entender como você sente
Quero destruir o que já existe
Começar antes mesmo do início
Desmontar o que tudo é
É exatamente o que pode ser feito
Pl4C1nGM3
07/11/2010
Aplico a distância média de colisão
O edema grave de ser estanque
O corpo dorme, em molde
Vou quando os olhos se fecham?
As cortinas e os vertebrados rastejam
Pois o significado talvez seja abrupto
A curva desnuda enche a cor do sonho
Demência leve nas gotas contadas
Qualquer dia preciso ouvir
A voz de verdadeiro
Sem nenhum som
Me soterro com isolação pois não ouço
Qualquer voz
Rápido demais, qualquer reação
Sem luz alguma, os olhos realmente vêem
Nas bolhas formadas após a queda
A queda se forma de bolhas
unR3aL1tyES
02/11/2010
Demo cra cia in blur
Alegoria
Tua face inverte
Qualquer sensibilidade
A dor no azul ou vermelho
As tuas cores dissolvem ao centro
A terra coberta de estranhos
Encobre-se
Não há retorno
Sem absoluta revolução
Paving Paradise
30/10/2010
As portas gemeas se fecham
Após os passos irmãos
A árvore seca, pois o solo se faz
Abruptamente humano
No centro todo espelho hidroformico
A face não importante, o hardware descansa
Pois toda adesão se faz infinitamente retornável
A esfera comprime toda mente já viva
Após a grande copia, todalmente reunida
O firme gosto da agua
Como a suave cor do trovão
Anuncia
Toda forma do sempre
Suprir o infinito
Podemos estar vivos
Mesmo quando chegarmos
Ao imenso jardim
Não sou um. Deles
Mas me sento
Me ausento
Qualquer movimento
Eu não sou um deles
Esmago-me na realidde
Mesmo que não exista uma
Sou fantasma
Mas não sou um deles
Eu não sei se ainda ouço
08/10/2010
Ainda há espaço, pois o vácuo não restringe
A ruptura mágica demonstrativa,
Dozes de ostracismo poéticamente corretas
Eu não sei se ainda ouço
tH3 W4y 0uT
18/09/2010
De ser despertado
Sempre te beijo antes
De sair, e esperar
Ás vezes as 7 estão perto
Ás vezes se afasta
Me despejo sempre
Pelo caminho dos
Olhos fechados
A mecânica do dia, inicia
Aquele cachorro no portão
Esta sempre lá, como um
Um dia depois do outro
Os verdes descem pro seu dia
Eu ainda sigo
Paro e entro numa nova espera
Pois o dia eh feito de multiplas esperas
O cinza chega e outros invisíveis
Fecham seus olhos
Dois pontos me separam
De alguns passos
O sol já nasceu a algum tempo
E meu dia já corre desde as 7
C0Pp3R H3aRt
12/09/2010
Fl35 Ffu5tR4T10N
04/09/2010
Na antecipação que aconteça
A antecipação me corta
Com a frustração da imobilidade
A lágrima que não corre
Corta meu rosto invisível
Eu sou faca, minha carne fraca
É a faca que me corta
Nunca falo com medo de me diluir
Nos pensamentos que não me atendem
Eu nunca tenho a palavra certa
E o silêncio, mesmo em silêncio
Me corta
4p0L1tik
30/08/2010
Pois eles não são como nós
Você deve não sentir apego
Pois a carne que descobre suas faces
É Plástica como o asfalto
Toda inconstância deve ser contemplada
Mas não considere vida o atraso
Se os olhos teus estivessem abertos
Veria que está no fundo de um lago
E eles são apenas a pedra que te impede
De nadar livre, de saber o que existe na superfície
Você não deve ser raso
Pois o copo é profundo
A violência é primitiva e surreal
Acreditar que você não é capaz
Apenas sobrescreve seu medo
A margem é apenas o encontro da terra com o mar
Não há amanhecer, se o ser que me transformo
Algemado a um rastro não-meu, não há dor no coração
Não adorno o coração pois o atraso responde vivido
Acorda! Pois teu corpo humedece o fundo do lago, acorda!
Eles não sentem medo a te atrasar, não sinta medo… mate todos eles.
D k3Y -3
29/08/2010
Que adoça a amarga qualificação de estar-vivo
Fundamental torção de amnésia, ao exterior extremo
Qualquer pílula não-válida venenosa o suficiente
Planta-carnívora que devora reflexos no espelho
Peixes que nadam do lado oposto da imaginação
Não me espanto com a teminologia nem com as cores
A qualificação viva se ensina a quebrar o que estiver em uma só parte
Entender por que o líquido se prende em uma só transparência
O amor é doce, eu amo, eu sinto seu gosto
A página em branco não terá um gosto
Semelhante ao gosto da página em branco
Nem mesmo uma branca página ainda em branco
Teria o mesmo gosto
c0g1To 3r90 5uM
29/08/2010
O originalmente gasto organismo
Do peso soando como antes mesmo
Da partícula ressonante de existência
Universo sobre a lúdica visão
Início divino invisível
Anoitece até mesmo a noite
Anoitece indivisível centro-carne
Noite nua duas das lindas sóbrias maçãs
Ainda deitadas vermelhas, ainda invisíveis também
Sem nascer, tidas mesmo assim nas mãos todas
Plúrais enfileirados casamentos nos toques do
Sedimento salobro das estações
brindo um copo que não me define unido a ele
Desde que ele não preencha tabula rasa
y3Ux dE t0uRn3soL
28/08/2010
Prying open my third eye.
28/08/2010
Prying open my third eye.
Prying open my third eye.
Prying open my third eye. Prying open my third eye.
Prying open my third eye. Prying open my third eye. Prying open my third eye.
Prying open my third eye. Prying open my third eye. Prying open my third eye. Prying open my third eye. Prying open my third eye.
5aUd4D3
23/08/2010
Dr3aM5
04/08/2010
a(D)v0iD
01/08/2010
AQu3d4
24/07/2010
Dentre os detalhes conhecidos
Apenas o espectro mostrava-se
Em silhuetas alegóricas
Mas adornos não fazem a voz
Que respira ofegante
Repetindo-se transversa a situação
Sou o mesmo
Mas longe avesso cálculo
Entre os verdes que não se movem
Sou um dos seus momentâneos
Sua direção apenas coincide com a minha
A distância scaneada pela escama
Crosta quente de curvas
Termo-dinâmica-demente-diária
Consigo tudo pelo nada a minha volta
Somente a mente realmente sente
Circunstância na circunferência da órbita
O olho conjuga-se carne
A visão conjuga-se real
Mas concretar-se ao que a carne interpreta
É a noção falha do labirinto
Que equilibra a limitação dos passos
Só o pérfido entende
Que não há nada a ser visto
Broken Glasses, Open Eyes
01/06/2010
Broken glasses, open eyes
No spaces in between the shadows
No shade, no ghosts
Eu vejo o círculo e seu contorno
Vasto e ambientado detalhe
Abro botão da camisa
E respiro o ar fino do horizonte
Repito o mesmo caminho
Com outro coração
Sem espaços entre as sombras
Sem sombras, sem fantasmas
Aqueço minhas mãos visíveis
Vitrifíco indivisível a feição
Volto ao contorno e ele está lá
Me dizendo que:
There are no spaces in between the shadows, anymore
There is no shade, there are no ghosts
Tabletes de Informação
18/05/2010
Dedico este post a pequena Tarsilia
Desde a saída, desde a ilu-são
Imersos no coração-estrela
Milhões de graus e anos
Passando e tentando
Algumas particulas
De vida
Vagamos nos corpos
Dos antigos mamíferos
Como se treinassemos
Os nosso primeiros passos-infinítos
Somos laranjas, somos de mentira
Árvore que se mexe
Segundos mais depressa
Conhece a ti mesmo
Conhece a tua volta
Quem sabe alguma coinscidência
Também questinona a gestação das horas
A espera solitária de voltar a um grande útero
Que explode e espalha-se como cria
Eu sou vermelho, eu sou azul
Dedico-me a informação
Que cabe dentro de mim
E que nada infinita
Nos braços da expiral
Desde a saída, desde a ilu-são
Imersos no coração-estrela
Milhões de graus e anos
Passando e tentando
Algumas particulas
De vida
Vagamos nos corpos
Dos invertebrados
Como se treinassemos
Uns nosso primeiros passos
Somos laranjas, somos proteinas
Alguma arvore que se mexe
Alguns segundos mais depressa
Conhece a ti mesmo
Conhece a tua volta
Quem sabe alguma consciencia-sobra
Tambem questinona a gestação das horas
A espera solitária de voltar a um grande útero
Que explode e espalha-se como cria
Eu sou vermelho, eu sou azul
Dedico-me a informação
Que cabe dentro de mim
E que nada infinita
Nos braços da expiral
Sunflower Field
24/03/2010
Imagem By
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Venha comigo
Um vôo sobre a tempestade
Talvez eu seja suficiente
Eu não faço o cego ver
O vasto verde dos olhos
Nem campos de girassóis para sempre
Eu sei, eu posso tocá-los
Posso sentir, você
Não te peço para voar comigo
Um vôo sobre a tempestade
Pois tua mão se ata a minha
Como planta que precisa da terra
E a terra que precisa da planta
A porção exata de ouro e azul
Tento não forçar, pois da pressão
Nascem diamantes, e eu apenas
Quero teus olhos, teus cabelos de fogo
Abaixo da dourada aurora
Lembra? Voa comigo, sempre que quiser
Um vôo sobre a tempestade
POESIA FRACTAL 1
17/03/2010
Entranha de Estrela
31/01/2010
Cancelo meu voo ao planeta gémeo
Pelo menos até o termo de amor de sua imã
Me flagelo por uma raça, que ainda amanhece
No dia que conta seu tempo na indefinida escuridão
Não há parte obscura
Nesta teia Infinita
Apenas olhos moldados
A ver somente a cortina
Que divide o palco, o ato, a luz
Rastejamos inconscientes conscientes
De que aleatoriamente nossa constituição
Descobre-se e pergunta, e segue
Ainda não anoitece pelo ralo distante
Aurora que desperta essa carne
Aquece e confunde o olho-feito-de-carne
Ainda toco minha constante
Numa profunda desilusão
Queria danças como minha mãe um dia
Dançava
Alguma estrela deixando-se no espaço
Entre suas entranhas, nasço, morro, renasço
A pancada pragmática
Predominante num céu de Sartre
No alto da montanha da insônia
Sossego inexistente do corpo
que mede o medo de deixar de existir
Aquarela animada, cinza
Soletrada numa valsa mestiça
Dobrada num papel, um avião
Eu acredita discordando
Que o som imita a saliência
Monótona da paisagem
Vaga versão da sátira humana, real
Lustrando a Linha do horizonte
A entranha esquece a raiz
Que prende a paixão finita e tangencial
A luz que brilha em ti
É a luz que brilha em ti
Além dos desejos, além dos medos
Lugar qualquer de bêbado
Banho-de-olhos-fcchados
Juntos, aos abertos, Demando.
Alegoria+manhã
13/01/2010
Acordo várias vezes em uma hora
Acordo várias horas de uma vez
Paralelamente com uma certa
Angústia
Lateralmente visto
O trage agudo
Na estática pessoal
Tento o nu
Pensas tu que nado contra tua corrente
Mas por que enfrentar algo inexistente
Se sei que sou minha própria direção?
Sobrecarrego um sono cansado
Mas sei que o que meço
É infinito
Hadron
23/12/2009
A primeira regra do renascimento
07/12/2009
Fecho meus olhos
Nos degraus repetidos
Mesmo que fossem graus de uma órbita
Eu silencio e calo, o calo
Na garganta quebrada de ouvir
Me sinto vulgar nesta matriz binária
E porções homogenias
Me cubro de colo e recorto o que já não vejo
Se ao menos me endereçasse sóbrio
Aos que andam, e moldados pela tangencial absorção da vida
Sentam-se e acomodam o mundo
Eu quero destruir
Eu quero
Eu
O Mundo gira inverso à vontade
Como se a malha de impermeabilidade
Solidificasse a visão
la douleur comme une addiction
04/12/2009
A dor na ria
Despe rada-mente
Os pulsos (fracos)
O peito branco (imóvel)
Amorteço-mecalmamentesemasegurançanecessária
Escondendo-medomeuprópriogostoamargodeconformidade
Espelhodejasmimealembrançadesapareceapósopuloinicial
Mantenha-meadjacenteaomuroquesimplesmentenãoconsigover
Melhor que o movimento
Melhor que qualquer… gosto de insinuação
Sei dos gostos alheios
Mas se sou um alheio
Por que me disfarço
Como algo que pode ser visto?
O freio descompacta o modo de ser alicate
Dançando no senso desesperando de ser
Sui Caedere
04/12/2009
A dança e o Gato de Schrödinger
02/12/2009
Ler também:
Eu sou o estado, o ser o formato
Campanha aguda de existência
Soletrando as curvas perfeitas das ondas
Montando a estática
Destruo para o prazer, presente
Ainda danço e movo imaginários
Meus, seus braços
Ainda escrevo o cordão de nós
Ainda esqueço quem sou
Ainda o refugio do gato morto, vivo
Vago ao mesmo tempo infinito
Primeiro último dia
30/11/2009
O primeiro dia sempre é mais silencioso
Toda casca que cobre o cobre, se descobre
Eu corro com passos ínfimos, me forço a dúvida
Decomponho a consciência
No primeiro dia tudo é tão calmo
Os calos nos olhos vão sarar
E a sede promete manter-se comigo
Forço-me a queda livre
Vivo, descubro que movo
A maior parte do estático
O legado do corpo
25/11/2009
Anestesia daquela cor
Compensando o espectro
A silhueta da carapuça
Soletrando a programação do vivo
Volto à colheita desta lua de ladrilho
Neste céu de azul, mergulho
Sobre a monção que leva meus poros
Ao não suor, sentado, uma árvore
Sentido sobre… uma Alice sem ninguém
Tártaro sobre os olhos
Nenhuma…
A conquista adormecida
Nos heróis que, poderiam
Mas não têm direção, eles
Eu quero que meu corpo
Retorne as centenas
Retorne-me ao centro
Corpo detrito
O anel invisível dos olhos
24/11/2009
Quando andamos pela sobra
Esquecemos do rosto
Abrimos o umbigo
Escondemos o cisto vivo
Dois dos seus fios
Tornaram-se longos
E destes fios
Pernas cresceram
Seu corpo consumiu
O instante
Sedado pelo cansaço
Sentado na beira da cama
Com os pés no rio
O rastejo fino
Fertilizando idéias
Não suas, não minhas
A dança a dor na…
Dez mancha a voz
Eucaliptos no céu soturno
Descalços seus pés
Saturno
9
12/11/2009
Aquela sensação
A sombra de novembro, assim
Sedimentando o tempo
Salgando a carne adentrando o tempo
Listras de nuvens de chuva
Chuvas de listras de cores
Decomposição da existência
Você continua calado
No calmo admirável silêncio
Como se Bob Dylan fosse dizer algo
Na voz de uma mulher
Mas aquela sensação
A sombra de novembro, saliente
A boca seca ainda sabe sorrir
Listras de nuvens de chuva
Chuvas de listras e cores
Reinvenção da existencia
Silêncio Original
23/10/2009
Sem título e sem ação
Eu precisava sair
Corro pelas infinitas escolhas
Me perco rapidamente
A velocidade do que penso
Distorce a sensação
Sobreposta a cômica composição
Neutralidade, negatividade ou positividade
O acordo dos olhos e da consciência
Por que sinto, toco e não acredito?
Quando fecho as pálpebras
E qualquer escuro se torna energético
Sou tomado pelo silêncio original
Algum caminho que se perdeu
Algum mergulho da matéria
Matéria de diferença
A força talvez faça a luz se curvar
Periférico a isso, o acordo
Dos olhos e da consciência
Naturalidade a sensação de oposição
Star Stuff
08/10/2009
Susanna and The Magical Orchestra
Fantástica versão de Love will tear us apart again do Joy Division, realmente que voz.
Starr Stuff
No momento estático da observação
Dúvida pálida de rosto jamais descansa
Termo incrustado em existência, existir, enxergar
Munido de uma nuvem de gás
Movido pela grávida-idade
Desenhos invisíveis
Falha formosa da construção, perfeita
Força de separação e contato
Mergulho, desmaio melancólico
De onde vim?
Do coração de uma estrela
Meu destino?
O coração de uma estrela
Centelha
Centena
Contas secas
Semente
Seres de luz?
A luz dos seres
Escuridão
Não existe o nada
Apenas o desconhecido
O nada o mito do infinito
Visto pelos olhos
De um átomo visto
Viver?
Eu me iludo
Eu me crio
Eu me tenho
Eu
Me
THE ILLUSION OF REALITY
05/10/2009
Explicar a ressonância
Que se desloca da profunda
Versão da vasta ilusão
Despir a carne e se concentrar
Na maternidade da não-carne
Composição de atração
Salvando a palavra já escrita
E a idéia já tida ao nível celular
A dança imensa do universo que vemos
É o pequeno passo em direção
Ao ato infinito de entender o próprio rito
Este corpo só me faz lembrar
Que a dor é só uma ilusão
TOOL – SCHISM
O avesso Ertnev
05/10/2009
Parece que as peças que me compõem
Não são as mesmas peças que o mundo fez
A falta feita, a feita dor moldada no meu rosto
Minha garganta não tem mais palavras
Minhas palavras precisão sair
O plano plano da vida
Em vezes escapa das mãos
Pareço estar vestindo o avesso
PINK FLOYD – WEARING THE INSIDE OUT [LIVE]
R.I.P. RICHARD WRIGHT
Silencio
04/10/2009
ZEITGEIST: ADDENDUM
A consciência só é possível reiventada
Omitindo-se ao seu eu inventado
Nas camadas sobre os olhos
Desconfiguração abrupta de direção
A dor que não se desliga
Dói em ondas
A dor que não se sente
Dói em ondas
Consciência ensinada
A dor no espelho
É o seu rosto inventado
A dor no coração
Como um programa
Instalação de falha
Me diga qual a cor das palmas
Cegos de consciência, somos
Seremos então
Sem aviso, a mesma escuridão
Ato elíptico
29/09/2009

O universo feito de um equilíbrio que se traduz em uma sintonia emergente entre consciências. Em vezes a emersão de idéias se faz involuntária, mas seus encontros se tornam necessários, mesmo em distâncias inimagináveis o todo ainda assim se transforma, e se faz transformar, abaixo uma destas modificações…
_____________________________________________________
Minha percepção parece não acompanhar o fluxo
Desacelero na medida em que me aproximo do sono
O centro galáctico do cansaço
Semeio meus dois mil olhos de lança
Na maçã frágil dos meus olhos fechados
Caio em armadilhas planejadas
Pela tangencial perfeita
O não impacto físico
Na vasta galeria dinâmica
Ultrapasso as sensações
Desfragmentado
Acabo no flash
Na fantasia
Real-idade
__________________________________________________________________
Algumas coisas foram feitas para continuar eternamente realizáveis.
Seres humanos, enquanto seres desesperados tentarão eternamente realizá-las, na esperança de que o realizado supere o realizável…
De quantos realizáveis tu és capaz de abrir mão na esperança insólita de achar o que foi criado para ser realizado?
Análise de super-fície
19/09/2009
Quando o exame da superfície
Não encontra o desmaio
Então cai no momento não-sábio
Na metrópole de erros e acertos
O devaneio aberto aos olhos abertos
Não sinto o desmaio quando chego
Perto demais da superfície
A desvantagem da velocidade?
Eu vejo a queda eu vejo a queda
Se olhar pro lado e me ver parado
Estamos ambos a cair
Eu não consigo ver o fundo
Mas eu sei que está lá
Pode chegar antes pra você
Pode chegar antes para mim
Se alguma cota corromper
Suas decisões, o tempo não passa
Seus olhos piscam
Não sinto o desmaio quando chego
Perto demais da superfície
A desvantagem da velocidade?
Eu vejo a queda eu vejo a queda
Se olhar pro lado e me ver parado
Estamos ambos a cair
Eu não consigo ver o fundo
Mas eu sei que está lá
Pode chegar antes pra você
Pode chegar antes para mim
Quase Ares
07/08/2009

Como se tivesse engolido óleos de espelho
Minha boca ácida derrete agora com gosto metálico
E o sol se espalha no céu como a água que condensa
As paredes virais da cidade movida pela boca
Em soma sádica laboratórios curam
Laboratórios descuram e nadam em suas máscaras
Nós? Nadamos na informação imperceptível, vaga
Alguma de sobrepor a máscara já usada pelos bárbaros
Encantado com meu nome inverso
Encantado com meus vários nomes
Eu me perco nas bocas e me calo
Quase como quasares de queijo no céu
Eu sou um desses pontos, eu fui um desses pontos
Eu serei um desses pontos
Sonho de Supertição
25/07/2009
As coisas passam, também marcam
Nossos corpos, nossos rostos, nosso ser
Me desculpe por não ser um pouco mais
Na tua linha, na tua minha retaliação
As coisas passam, também ficam
As coisas passam, também ficam
Um pouco mais, um pouco mais
E tudo assim representa a solução
De água parada, decantada, sofisticada
Me desculpe por não ser um pouco mais
Na tua linha, na tua minha retaliação
Chamas
24/07/2009

Se eu tomasse minha saúde mental
E mostrasse o plano que tenho
A paz equatorial humana
A massa fluente e flexível da vida
Eu vejo as coisas mudando
E mesmo assim sinto um pranto insustentável
Eu queria danças nos anéis de um planeta desconhecido
Ver mil pores-do-sol em estrelas magníficas
Tão azuis que poderia ver através
Um silêncio compassado me faz sentir
Minha respiração me faz sentir
Baseado no que sinto, sonho
E não sobrecarrego o olho
Volto ao esquecimento
Lembro do antes de existir
Como me formo através de sonho
A equação drake talvez seja um sonho
Sedimentado na minha consciência
Ver as raízes na água nos copos da cozinha
Me fazem sentir, um pouco mais vermelho
Vasto, e talvez assim, com uma direção
Sinto as estrelas, elas chamam por mim
Abraços em Espiral
24/07/2009
A dúvida é a vitalidade da existência
Somada as respostas adquiridas
Damos voltas na informação
Damos passos por essa informação
Se caminhássemos em cadeias de DNA
Talvez pudéssemos sentir nosso verdadeiro cheiro
As cadeias salobras transcendem as cores visíveis
Limitadas por olhos que como se fossem contaminados
Enxergam a pequena gama de matéria de luz imaginada
Demonstramos nossos sentimentos ao infinito
Tentando entender a nós mesmos
Movemos nossos corpos temporários
Ferramentas evolutivas
E descendências mutantes
A sinfonia tocada nesta fração
De segundo inventado
Ecoa, contaminando fluxos e formas
Espirais, respirais, perguntais…
A cara composta e imaginada
22/07/2009

Quando olho pela janela do ônibus em movimento
Eu temo que a paisagem me enlouqueça
Quando olho meu rosto mudado pela paisagem do tempo
Eu temo que a sensação do espelho me enlouqueça
Quando abro a torneira e lavo meu rosto preocupado
Eu vejo que o pensamento não enlouquece o homem
Vejo minhas guelras no chão de sangue e marfim
Colho minhas costelas na praça mais movimentada
Cortava pequenas partes da minha carne
Para que as lágrimas da minha alma inventada
Pudesse chorar meu sangue falso e minhas tristezas falsas
Eu vejo a paisagem e nenhum horizonte
Eu vejo as montanhas e nenhuma árvore se faz visível
Eu quero as estrelas mesmo que estejam distantes
Eu invento o tempo, eu invento o tempo
Eu destruo o espaço, eu construo o medo
Nenhuma forma visível se faz cansada
Nenhuma forma crítica se faz além
Malditos pensamentos escritos
Malditas vozes de alumínio
Eu vejo as farsas com os olhos fechados
Eu sinto o vento com meus punhos cortados
Qual janela se abre quando esqueço
Nenhuma janela se abre quando vejo
Eu temo que a passagem por entre o vidro inexistente
Me enlouqueça
Foi, é, será (informação)
20/07/2009
E se for?
E se fosse?
Tenho traços
Tenho fontes
E se tudo se perder?
Vai ser importante?
Vai ser lembrado?
Membrana ligada ao momento
Conectada com a informação
Membrana física, imaginada
Mantra de mágica
Memória destroçada
Foi
Será
A informação
Tanta
Esquece
Lembra?
O dilema do calado
17/07/2009
Atualizado todas as síndromes
E calando todas as canções
O déficit não culpado de vácuo
Do plástico não comido é grande
E eu vejo as estantes cheias demais
Cansadas de carregar detritos de estrelas cadentes
Eu sou fácil demais
E qualquer música mudaria minha vida
Eu sou fácil demais
Eu choro por músicas tolas
E choro por filmes tolos
Eu sangro quando penso
Como posso me fazer mais triste?
Eu esqueço quanto peso
Na minha existência
Prestando atenção errada
Aos meus pontos falhos
Eu sou fácil demais
Então por que não me lavo
Com minha própria atenção?
Passos Transparentes
13/07/2009
Às vezes há uma tristeza imperceptível
Uma malha superficial degenerativa
Como um v, uma tensão
Agora me recordo do campo inteiramente ver
A vasta indisponível paisagem
Soprando pequenas partículas invisíveis
Anexadas a pequenos filamentos de imaginação
Abrindo a porta escorrego na fina camada
De conforto, de real sutileza
Desassocio-me ao humano,
E vou de encontro ao meu centro
Não soterrado pela informação
Nem por qualquer pano
Eu serei sádico se disser
Que não vejo mal algum
Mas serei vulgar se disser
Que somos idênticos
Metamórfico e disponível ao fluxo
Retenho-me do simples fato de observar
Ao complexo e simples ato de modificar
Relicário humano
11/07/2009
Plena pressão paradoxal
De ser cinco, de ter dez
De ser dois, de ter quatro
De ser preciso, de ser exato
Composição de Cs e de Hs
De ser simples e ser complexo
Ser terrestre, de ser aquático
De ser livre, de ser escravo
De ser faminto, de ser apático
Não tenho palavras minguantes
Talvez encontre melhores termos
Se gritasse como um vento sem direção
O conforto frágil dos teus ossos
Aquecido pela tua cadeia fácil
Talvez seja encontrada numa análise superficial
Do que um dia fora teu rosto
Tua vida, tua, teu, ter, tinha
Avalanche
10/07/2009
Seremos capazes de pensar sem a bengala da tecnologia?
Que caminho tangencial e perigoso nossas decisões nos direcionam
Num abismo de seres fantásticos e de cores multidirecionais e caras
Mantemos a corrupta vida confortável, somos a prostituição paga com conforto
Nenhuma seqüência exata consome a trilha perfeita de rendição
Do circular mundo que toca nossos silenciosos corpos inabaláveis
A verde e vaga vergonha não se opõem a vírgula final
Mesmo sem saber que não há fim com uma vírgula
Apena uma separação
No calor equatorial do nosso controle sobre nada
Olhamos por janelas como experiências
Até onde podemos levar a vida
Engaiolados como ratos e crentes no amanhã melhor?
Queimaria bíblias em alguma praça movimentada
Para ver a reação das pessoas
Minha fantasia de pessoa, minha pessoa perdida entre a devoção
De fazer a vida realmente rica e viral, verter, não aprisionar-se em desejos não-naturais
Conheço a memória incorporada em concepções
A arrogância da insípida
Até quando levarei nas minhas malas
O peso da pessoa que dorme do lado de fora
E da fome que consome aqueles que não vejo?
Walking into the dream field
08/07/2009

sunset on mars
Nos rastros que deixo
Interligado as repetições
Minha consciência física
Automatizada pelo controle
Figurantes numa linha de historia
Imaginada pelas vozes
Vibrantes cores nas paisagens metafóricas
Da mesma racionalização
De momentos e sonhos
Mesclados com lembranças e cravos
Num jardim que percorro todas as noites
Um pouco antes de sumir
Universo Plano Universo
30/06/2009
Em algum dos teus pontos magneticamente contorcidos

Minhas mãos estarão um dia
Quando a expansão superficial do teu calor terminar
Terei meus filhos distantes
Mas de ti sou parte, como és parte do que me faz
Desnasço na espiral imaginada
Na vórtex momentânea
O todo é feito do nada
E se nada mais pulsar
Alguma forma de calor virá
Da poeira do teu lenço
Das lanças dos teus agás
Vertera tua vida simples
Da simples forma de vide atômica
Voz da dança magnífica das manhãs
Até o momento que todo fizer o devido sentido
Somos quadrados planos
Ocupados demais desimaginando
Nunca esqueça das idéias
30/06/2009

Se em alguma parte do processo
Nenhuma ceifa da tua saliva
Encontrar o adorno necessário para tua busca
Olhe dentro da tua falta do que fazer
Conheça esse conforto pálido que cora tua pele de medo
Molha o dedo na tinta, mancha tua carne
Move o costume de ser tão fácil demais
O livro perdido de Arquimedes
29/06/2009

Arquimedes
A não-compreensão leva ao não-retorno
O respeito intransigente e corrompido
Dominado pela função e atração pela posse
Eu sei que posso mais
A sensação desloca-se em mim
Nas linhas que são minhas
E são as árvores, toda dança infinita
Ver o retrocesso e toda resistência
Ao conhecimento do desconhecido
Simplesmente dói demais
Há uma tempestade entre o ser
E o encontro consigo mesmo
E isso tudo simplesmente dói demais
Dói demais
Controle
18/06/2009
Se corrêssemos tanto que nossos pés sangrassem nosso cansaço
E diluíssem nossos corpos na atmosfera supervisionada pelo valor
Elipse, esfera, espiral
Eu quero é um mantra
Eu faço é a quebra da tensão superficial da alma
Ninguém vive a vastidão inóspita
Todos se saciam com o conforto ácido
De uma paisagem plana e superficial
Baseada em repetições confortáveis
Em faces confortáveis, lições confortáveis
Gostaria de ver a calma vestida de branco
Roendo as unhas mal pintadas
Esperando o fim do dia
Aguardando, meu corpo cansado
Desabando
Hydrogen
17/06/2009
Somos filhos das estrelas
Somos estrelas de carbono
Somos o carbono da alma
Nasça a difícil meta
A informação
A matemática incalculável
Teus restos são o ar que respiro
Te respiro em oito minutos
Te desvendo assim que pergunto
A difícil questão
É a simplicidade
Delírio Onipotente
10/06/2009
No descompasso decorrente
Nenhuma mudança se vê necessária
Nenhuma mudança se faz confortável
Nenhuma lembrança se faz perene
Vagos filamentos de consciência
Vida automatizada
Mesmo a consciência se vê aprisionada
Dentro de regras não-transparentes
Bolas de pelo que não retornam
Desaparecem nos nossos estômagos vazios
Nenhuma ação se vê necessária
Açúcar e sal, nenhum tempero mais
Somente o aumento da diminutiva responsabilidade
De ver o afastamento
Na órbita vejo a calma
Descalça
Descansa
Semi-trânsparencia
10/06/2009
Na membrana tectônica
Todos os círculos, todas as esferas
Os olhos e mesmas células
A programada e estranha gravidade
De mãos dadas com a passagem de um tempo
Relativo ao seu conforto
Todas as mesmas belas apatias
Reunidas em uma espiral de heliocentrismo
Laterais estreitando-se na direção pré-definida
Quem define a direção?
Naquela Imagem
10/06/2009
Neste quarto havia uma imagem
Numa imagem havia dor
Na face o som vago da minha voz
Inerte a imagem neste quarto
Numa dor a falha no entendimento
Nesta face palavras se perdiam
Na gravidade vasta desta imagem
Nenhuma semente cresce neste ser
Nenhuma alma desloca-se em velocidade
Neste quarto havia uma imagem…
Saturnismo
23/05/2009
Sobriamente me incumbi de ler minhas gengivas
Meu peso equivalia ao gás morficamente a minha volta
Isótopos e pressões barométricas corporais
Eu sou tecido do teu tecido, saliva das tuas nuvens
O mesmo será encontrado, na autópsia da esfera azul e viva
Meu corpo pesado como a fumaça das fábricas
Fabricando a igualdade, os campos verdes em depressão
Se sou agnóstico ou se sou pagão? Quantos grãos ganharei com isso?
Nas nebulosas metrópoles estrelas morrem todos os dias
Deixam seus pedaços nas ruas vazias
Nas vertigens que somem como nossas respirações no ar
Eu me devoro com o medo da direção
Emergir e desaparecer
Eu ouço estórias ma me sinto de saturno
Eu penso nas hipóteses e talvez o budista estivesse certo
Eu levo as respostas, mas o que fazer além de
Ensinar álgebra para cães que não podem ser adestrados
A percepção inocente
08/04/2009
Na paz próxima, a pormenor permanência
O prisma, a carência, a cautela da vida binária
A vida de lego, a construção abstrata da face
Na tentativa do entendimento simbólico
Na porção perfeita de que se encaixe
Eu sou feito de nós e retas
Rotinas não-concretas de abstinência
Posso ser, não ser, dis-ser
Não sou a anomalia entre os caracteres romanos
Sou simplesmente a face do universo
A mesma face imaginativa na qual descansa
A dúvida se eu imagino ou tu imaginas
Na seqüência sublinhada na qual chamamos caminho
Introvertemos a canção simples em sadismo e sonhos
Eu sou sonho
Eu sou pedra
Tu és sonho
Tu és pedra
Apart, true love waits
23/03/2009
Fiz um rastro sobre um papel
E a porção de mim que acreditava
Quebrou-se como uma vidraça
E meus pés pisaram nos cacos caídos
Eu me tornei previsível, meus atos
A calefação uniforme das minhas lágrimas
Não-nascidas, desprendidas
Eu vi o pôr-do-sol nos teus olhos
Na contagem regressiva dos momentos
Que empilham meus dias, vividos
Eu sou um estranho pros meus olhos
Na real serra da separação
Pain Killer
19/03/2009
Sei geometricamente nos tons
Não entendo o vácuo visível
Tenho manhas nos olhos
Olhos com cores falsas
Anestesia
Sinto a imperfeição
Salobra
Insônia
Procuro um rumo
Nas ações
Tento me manter acima
Não ao mesmo nível
Dos invisíveis
Desgasto-me
Sobre a tempestade
Eu sei que passa
Eu sinto que sim
Instantâneos
17/03/2009
O resumo da ação
Ao milímetro mágico
Em que átomos dançam
Numa organização incompreendida
Eu sangro anêmonas animadas
Metades e melhorias genéticas
Podia sentir o corrimento
Sobre a minha pele
Invisível como o vento
Como a vasta noção invisível
Acontecimentos medidos e mágicos
Tempestuosos
Repetitivo de qualquer força
Eu quero ter, a minha própria
Desejos não-meus
17/03/2009
Se a possibilidade de repelir todo e qualquer desejo e medo
Não-meus
Pudesse ser exercido pelos meus sentidos e percepção
Eu sentiria a liberdade
A denominação pessoal do desejo
A não-aflição
A ternura interior
O transe
Sentimento absoluto pela quebra
A conexão contigo
Mais próximo que o toque
Velejo ainda nos campos de girassóis
Meus sonhos são feitos deles
Minha realidade também
Apenas pausa
16/03/2009
Descobri que para manter-me na linha preciso de disciplina. Me por em controle da situação não cabe a ninguém somente a mim mesmo, me manter saudável, são e seguro. Nenhuma das rotas traçadas anteriormente me levou a um estado de percepção na que me encontro atualmente.
Meus olhos coçam por dentro, como se quisessem ver meus sonhos, trancado nessa realidade, me sinto claustrofóbico e apreensivo, como se ainda não visse meu propósito escrito em minhas mãos.
Sinfonia 888
16/03/2009
Na suposta interação do ser
Somos supostamente setas
Voltadas a malha incandescente
Meu corpo é um copo
Uma mensagem
Derrame o vazio
O todo é feito do nada
Da embalagem
Vital de reconhecimento
Desejo é despir-se
Redesenhar a ação primordial
Desejar é muito mais
Que simplesmente
Agir
Ninguém Ouve seus gritos
16/03/2009
Ao desassociar o controle
A calma vaga do toque
Detritos pálidos do espelho
Frações amenas de paraíso
Vejo no reflexo o rasgo
A fragilidade em loop
Lembrando que há momentos
Com lapsos de reação
Com difusões diurnas de abrigo
Moderações dos passos, pacificações
Mostras de adesivos
E agonias contorcionistas
Apego (-me)
Apago (-me)
Quem?
Delírio Valium
30/09/2008
Seus olhos romperam o silêncio
Piscando em um momento crucial
Sua pele seca solveu-se a respiração
Qualquer maldito saberia
Sentindo-se repulsivo
Soletrou seu desejo
E suas palmas frias
Suaram suas incertezas
Uma sombra só respira
Durante a luz do dia?
Ou caminha pelas direções
Que os olhos não entendem quando
Fechados pelo cansaço?
Ele feito de pólvora
Vertendo valium dos seus sorriso
Caminho até seus próximos passos
Não iriam
A vaidade do seu vestido
Refletida nos seus olhos inversos
Coração de alma terna
Ela sabe dos seus saltos
Das suas longas pernas cicatrizes
Meia noite e ela quase passa
Ainda metade sua, pensa
Jamais poderia queimar em vão
Ravi’s Bar
29/09/2008
No caminho para o supermercado um carro para do meu lado, dois caras dentro me perguntam:
-Cara, tu sabe assobiar?
-Não, nunca consegui realmente aprender, deve ser aquilo que os cientistas dizem, que você precisa de algo no seu DNA que te faça assobiar.
-Pois é, a gente também não sabe, vamos tomar umas? Acho que tem um bar aqui perto, mencionaram abrindo a porta de trás do carro. Esqueci para onde estava indo e fui com eles.
Depois de algumas quadras chegamos num buteco muito chumbrega perto de lugar nenhum, nos sentamos na mesa do lado de fora pedimos cerveja e um dos caras se apresentou disse que seu nome era Carlos o outro se apresentou como Reginaldo. Não lembro bairro que estavamos, comecei a ouvir uma música e senti vontade de dar uma mijada, avisei os caras que iria e quando entrei no bar Ravi Shankar tocava sentado para um bando de bebados. Fui ao banheiro desacreditado e aquilo era realmente uma porcaria, pior que qualquer banheiro de bar que já havia visto, mas Ravi Shankar continuava a tocar, parecia estar tocando há muito tempo, os bebados pareciam nem dar bola.
Voltei para mesa e Carlos me pergunta:
-Cara a gente discutia aqui se você viu aquele filme…
-Meu, Ravi Shankar está tocando lá dentro! Falei em algo próximo ao pânico.
-Ahá! Diz Reginaldo, então é por isso que cobram tão cara a cerveja aqui!
-Como assim? Repliquei sem muito entender.
-Fumamos um com um hippie lá no centro estes dias e levamos o danado pra dar uma volta com a gente de carro, ele nos disse que poderiamos ir num bar bem legal, e nos trouxe aqui, fala Reginaldo matando seu copo de cerveja.
-Bah, pede mais uma cerveja, batendo a cabeça contra a mesa, desacreditado.
Depois de algum tempo me pareceu normal, a música, as conversas com Carlos e Reginaldo sobre discos voadores que apareceriam segundo uma garota australiana que seria parte de uma federação intergalática. Perguntei se eles eram mesmo da cidade o que faziam por ai além de dar banda de carro, Carlos disse que vivia de uma herança de uma tia morta e que Reginaldo era um amigo de uma ex-namorada de Carlos que segundo ele num eclipse solar havia achado numa esquina perto do museu do olho.
Começamos a falar sobre Osho.
-Tu sabe que Osho salvou minha vida, falava Carlos, passei por umas na minha vida e lendo aquele cara algumas coisas ficaram mais calmas.
-Eu li a metade de um livro dele uma vez sobre Intuição, me pareceu algo bem interessante, e algo que faça muito sentido mesmo, por isso que hoje em dia as pessoas são tão infelizes elas poem o seu intelecto contra seus instintos, acabamos por nos auto-reprimirmos e tornarmos-nos alcoolatras, psicopatas e suicidas, falei.
-Eu tinha um bar um dia, falou Reginaldo, se chamava 1035, me parecia um bom nome, conheci muitas pessoas legais lá, coisas que se eu escrevesse um livro as pessoas diriam que é mentira!
-E você acha que alguém vai acreditar que o Ravi Shankar estava tocando nesse bar chumbrega aqui perto do fim do mundo? Vamos achar outro destes!
E saimos três bebados num carro na procura de um bar mais afude ainda.





































































