3nD0FL1ght1

29/06/2012

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Repita seu lado automatizado
Pois toda espera tem um fim  
Como rima de alecrim
Contínuo desejo de existência
Sobressaindo as bordas do corpo consciente
Convertendo o conforto em algo mais curto
Como se todos os vestidos da festa
Fantasias de corpo contornado
Famintos pelo dome da esquerda
A palavra descoberta pelo sentido
A direção sutíl da surpresa
Posição pálida de perceber
A Porção falada de sentir
Próxima sala

20120528-234631.jpg

Uma reação química de habito
Toda a imprecisão da mão que procura (afago)
rima de arritmia notória e desnuda
Lembrando de toda existência (retorcida)
Reciclada com cargas negativas
Todas são vinte e seis linhas longas
Oxidando o vermelho do sangue
Toda consulta dos olhos
Toda luz de razão apagada
O olho vê o que o vento não toca
Todavia de volúpia (realidade)
A mostra dos.dentes afiados
A saliva de rio estanque na palavra
Mandem todas as armadas
És a época rangendo os dentes
O amor matemático e a sensação biológica
Adormeça, pois a lua com seu sorriso
É pálida

J 5 k 1 N

26/03/2012

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Desenhos homeopáticos de estática
Opressiva falta de contornos
Compreendida com esmaltes de malte
Vermelha cor de Marte, tua elipse pela sala
Sobrevoando os atos alheios da representação
E todos eles de comprimento errôneos
Toda libélula de asas de plástico visível
Amordace o rancor definido no sopro
Amorteça o sentido do teu, ouvir
Toda canção de cuspir, retorna
De sua infelicidade, mais pura

1’m P4C T0 K3 D4

21/03/2012

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Todo instante de entropia magnífica
Luxo de consciência sobrecarregada
A ideia pré-fabricada pelo nascimento
Cadenciado o ritmo em doses de rotina
Respirando a meia noite, como se ainda fosse dia
Depravar a velocidade da ação
Voluptuosamente diante dos olhos
Um quilometro atrás, a fuga faminta
No próximo passo, a inflexibilidade
Manter o conforto do toque
Saber que tudo funciona
Como um ato
Quebra tua lente, teu cristalino sentido
Jorra da tua boca, a palavra embebida
Em ácido de sonho, respira
Adorna tua calma com movimento
Passando do limite da alma/carne
Sente a viscosidade do sangue
E desprende a escravidão do desejo
Toda métrica errada de enquadrar
O verde, com tua quarta-feira
Tua folga retalhada de preguiça
Humidece teu rosto frio
Com lágrimas, deseja a boca do horizonte
Desconhecido pela palma nua do teu pé
Respirando terços de água
Terços de maçá de rosto
Terços de tua lúcida e pálida emoção
Reagir quimicamente ao sopro
Ao carinho formoso das vozes
Deitadas nos teus inconscientes impulsos
Repara, a velocidade aumenta
Até o momento da queda
Impacto.

p3R FU R4 4C40

20/03/2012

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O pé, deformado, o sapato
O outdoor encarece a visão
A palavra, se perde no sentido
Pois todo sentimento é em vão
Sem nenhuma clareza
A mão pode ser o tapa
O vampirismo na expressão
Alguma lua sem vida
A maneira de imaginar-se
De medir-se
No reflexo do infinitivo
Toda calma agregada a carne
Mutilada pela incisiva apreensão
Contorna a vida com tua tristeza
Obriga a boca escondida pela directiva
Soterrada pela experiência, pela informação
Sorrir, e todo desejo recebido, é torpor
Sem ritmo, sem direção

PR 4 T1 kR 0F!m

05/03/2012

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Todo final de tarde, se pratica o fim
Fantasmas se escondendo em nuvens de força
O interior do meu resíduo indivisível
Agora forja o medo frio entre a bipolaridade
Respirando as ondas sucessíveis a alienação
Me veja aquele maço de cigarros
Descritos naquela fala
Pagos pelos fonemas vermelhos e brancos
Eu sou embalagem
Toxina em cromossomos repassados
Anedota de nariz de palhaço
Oras! É apenas o espelho, é apenas teu rosto!
Pitado! De cores que não escolhes
De cerejas de plástico, em bolos de desnutrição
Chegue mais perto, pois não vou mesmo lhe tocar
Está tão perto, mais não vou lhe tocar
Respiro a fumaça de sonho
Que desliza viscosa nos pulmões
E expira para fora, a sombra que se pratica o fim
Escravos de sensações custosas
Até tornar-se adepto, da estática
Do verso repetido do dia
Que nasce e morre e mata
Cansa do teu conforto e mata
Todo final de tarde, se pratica o fim

A língua minha, tocar
De raspão a medida tua de, pele
Pela super fície da face
Pausadamente perfeita
Sensações medidas por impulsos
Nervosos, em calmas controladas
Alegoria em cheiro, cor Que somente
Eu agrego, em rotações imperfeitas
Em um eletrocardiogama
Toda prova do meu amor

Parte 1

Parte 2

Mais Videos, outras entrevistas no site http://www.portalaquibrasil.com/tvweb/todos

M3 M3 N T13R

01/02/2012

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Não vou eu me mentir
A chuva toca, retoca de rosto
O ser bicho se contorna pelo som
Pois toda forma de feição
Sempre nos afeta, se desperta
Fortuna falsa em facas
Pares sem sobras nem rebarbas
Semi marcadas com mãos
Maiores que as minhas próprias
Dormência critica de inércia
Senso desértico de adesão
Eu não posso a canção
Nem mesmo o arremate de fim
A mudar-me amedrontado
E a folha realça a palavra
E a próxima página

Não, eu não vou me mentir

 

8m1nut0s4tr45

01/02/2012

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Este aqui
Esteve aqui
Esteve já aqui
O sol já
Esteve aqui
Com todas as suas cores, invisíveis
Já esteve aqui

Oito minutos atrás
Eu? Era adormecido
Mas você, já esteve aqui
Com toda sua voz, Lúcifer
Oito minutos atrás
A cor das fantasias
As plantas e suas alegorias
Pensamentos em tentativas
Este aqui
Já esteve aqui
Como soldado
A peça que falta
Esteve aqui
Na manga do jardim
Tua roupa? Veste em mim
Já esteve aqui
O sol?
Esteve aqui
Oito minutos, atrás
Eu vi a doce inseguridade
Dançando
Este teve aqui
Oito minutos atrás

4551 M4 C4 b4

13/01/2012

 
violência da aparência interpretada
Um segmento vago ao entendimento livre
Toda cor é tua, pois passa por vaidade
O cér
ebro celebra o momento de fim
Pois ele sabe, assim acaba
A informação contida, o carbono
Que descobre a vida
Tentativa constante
Entropia similar ao terço
Do corpo invisível
Nenhuma foto de silhueta
Soterra a vontade de espelho
Todos somos repetições
Respirações informando
Um tempo abortado
Tangerinas de estação
Cítricas como os olhos
Costurados na superfície
Toda separada
Assim se fala o molho
De chaves de portas entreabertas
Que se fecham como sonhos
Eu não me importo
Assim acaba

4r3c0N3CT4R-53

26/12/2011

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Ao não fluxo estanque de sentir-se sóbrio
Pelo sabre de parte marfim, congelado e ligado
Ao elemento de em alguma parte, descobre a pele
Que um dia fora morta estrela
Que brilha em algum outro lugar
Em algum outro tempo
Como poderia eu ver meu próprio corpo?
Despedaçado, ainda em montagem
Pelas tentativas em linhas opacas
Que olhamos e replicamos em respirações surdas
Passo úmido em direção a terra carnuda
Que liquidifica a felicidade em termos de ansiedade
Plena visão da inexistência inexorável e vestida
Com incontáveis tentativas repetidas
Com camadas finas de entendimento
Conexões que desejam a forma
Eu sinto o que sei e sei o que aprendi
Deformando o que posso e alvejando a eternidade
Em copos de milagre, minha carne desaparece
Fortemente armada com informações
Ela se espalha, como chuva que toca a malha
Invisível da sabedoria, que tenta
E nunca para

N05 50m05 1gu415

02/12/2011

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Celebro o cérebro intacto
Ao costume mar polivalente
Protegendo o self em uma concha
Aberta ao externo ácido, básico
Reações químicas controladas
Suscetíveis ao toque físico
Formando adereços em proteínas
Jogadas como dados nas ondas infinitas
De um oceano infinito ao nossos olhos
Situados no braço em espiral
Esperando a tormenta que tem teu nome
E passa, nada pode ser mais idêntico
Que duas linhas paralelas e de mesmo
Comprimento

4v0ZQ3MUD3C3450mBR4

27/11/2011

A mesma voz, zov amsem A
Emudece turva e apreenciva
Desdesejo ao ato toque
Todavia de conectar
Dissolve na boca de gosto
Que só eu tenho precisão
Descrição celular da minha feição
Eu olho, pois o horizonte de desfaz
Em contornos de translúcido rosto
Nunca deformaria minha expressão
Em palavras a serem ouvidas
Eu sou a queima da queda
Perfurando a vida
Aguardando o alívio em delays gradientes
Pores-de-sol retorcidos como Ácido desoxirribonucleico
A mesma voz, zov amsem A
Emudece turva e apreenciva
 

Ao passo do reparo
Respiro o som pálido, invisibilidade
Sentado num bar aonde servem corações partidos
Eu sou mais um rosto apreensivo
Pois todos tendem ao vinho tinto métrico
Taças sem forma, bocas em espirais
Deformo o licor cítrico de luz baixa
Pois o sangue simplifica o gesto
Quebrar-se em partes menores e menores
Pois a paixão célula retoma o infinito
Toda e qualqquer paz se lava
Num banheiro sem espelhos
Pois não há rostos a serem vistos
E a sombra com seu gosto fácil sublinha a canção
Que como redemoinho circula aos ouvidos desintencionados
Eu sou todos eles, pois ouço sempre uma criança
Chorando ao lado do piano mudo
Eu sou todas elas, as concentrações e perdas
A informação retida ate chegar a minha vida
Rabisco teu toque no copo e teu suor
Solidifica como gelo que se dissolve na boca
A parte mais elétrica de um suspiro
Do reparo, ao passo

20111015-154657.jpg

Toda memória que escapa
Entre as mãos finas do esquecimento
Eu sou todas elas
Um ritmo distraído
Feito de fetos límpidos
Espirais de vida esperando uma consciência
Eu me repito
Modismos recentes
Contra todo costume adquirido
As mãos difíceis de se encontrar
Eloqüentes no silencioso amor invisível
Eu me repito
E o céu se define sempre cinza
Pois é Curitiba
E o sol tem sempre medo de sorrir
Mesmo assim a paisagem me lubrifica
Em estáticos momentos de sabor
Pois não há passado, nem mesmo futuro
Apenas agora, minha respiração de presente
Eu me repito

Hardware & software

09/10/2011

20111015-154910.jpg

Toda projeção válida
Desprenderá o sabor da carne
O algorítmo mutante
Saboreia isso, separadamente
Com a sua suavidade caó(ero)tica
O design do abandono
Levita sobre o fim do dia
Enfatisa sua distância
Como uma mina de proximidade
Deslisando como um copo de martini
Aguado e sem os cubos de gelo
Felicidade carbônica
Feita de instantes focilizados
Anexados em grandes arquivos
Teu corpo feito de tentativas
Inexorável até a tua partida
Me abraça, pois o resto
Não passa por mentira

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Embebido em termos de supressão
Alco-lirissmo em elefantes
Caminhando ciclicamente pelo desparecimento
Retorno a poltrona a posição original
Possivelmente o deserto debruçado
Se cansa de estar estanque
Mas não chora pela chuva
Pois suas entranhas adormecem
Corpo anexado ao termo de oxidação
Sempre junto ao que se respira
Tornando repetir-se mais fácil
Que sonhar com algumas doses de adestramento
Lubrifico meus olhos cansados
Alieno a mim mesmo
Pois há riscos temer a real libertação
Comprometendo-se com as próprias
Fantasias homeopáticas
Não há, não vá, não seja

 

Saudades Brancas, Saudades Roxas
Saudades Ósseas, qualquer coisa que se toque
Abrace, um termo de carbono
Um alivio químico
Uma ingestão digital, uma abreviação cientifica
Uma rubrica de rubro vermelho interno
Soletre a cor do, separe-se do níquel
E de qualquer lado que se possa ligar
Ao alucinogêneo vital de manter-se
O mesmo, olho, que vê, um dia, depois o outro
Num suspiro sabor palavra
Por que a boca sabe ter teu gosto
E saiba, tão bem que me falta
Acordo-me de sono que se desperta
Como a luz que comprime o cheiro
Da tua volta toda violeta

5u4V3d351r3

26/08/2011

A próxima página é um grito
Mas não me há-susto
Pois eu marco e me repito
Pois posso, como célula de céu
que escolhe ser de um azul
que sente teus olhos
demarcados com um barbante
que se desprende de um casaco qualquer
dentro de um armário infinito
e flores mesmo que cresçam no teu teto
sou eu, em pé, partir
Pois quase sempre do seio
Corre o torpor de ser
Senta, desperta aqui, mesmo que tenhas
que fechar-bem-os olhos
a mesa despeja-se ao fim
com letras que só eu quero ler
pois tem de ser assim
Eu tenho duas mãos
nas quais se pintam como quiser
pois carrego sempre nelas
meu-eu-lírico-meu-eu-coração
mesmo que eu escolhesse
assim se parta
agora junta, e me de um terço de tempo
pois é o suficiente a ser eterno

H (you) RR1 C4N3

23/08/2011

Aleg(ria)oria do OLHAR de pressão infinita
De-Pressão do olhar in-finita (aleg(oria)ria?)
Não teme(nem tece) , não TUA força, TUA direcção
Respir-ando a-o-ar invisível
Mo-vendo ao o azul o céu
Alega que o corpo, o MEU corpo
Distorce a devoção ao silêncio
Por escolher OUVIR
TUA culpa, SENTIR
ELE não teme
Pois sabe, desejo
Apenas nasce
Do corpo que desejo
Movendo-se até aquela pele
Terminal, saber, desintoxicar-matéria
Como o gradual consciente da pedra
Que difere teu cálcio materno
Do brilho da escuridão
Pois só sabe da noite
O texto que fala do (Palavra faltando)

B3-m f3 cH4 d0s

29/07/2011

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Olho, os olhos que vêem a queda
Antes de mesmo fazer-me ponte
Espalho-me sempre sem palavras
Nos desenhos sem forma
Na paisagem escrita que adorna
Eu sinto o que vejo (bem separadas)
Movendo-se debaixo das minhas pálpebras
Não há diferença em abrir e fechar

Cl N CaNa

17/07/2011

Memória emocional primitiva
Vastos campos de programação inteligente
Matéria consciente de sua existência
Lembra-te? Quando ainda eras o nada
Holográfica visão líquida
Homeopática percepção
Ornamento lisérgico de mutação
Toda vida como um passo da expressão
A vertigem do conhecimento
Translada até mínima redução de célula
Porção emotiva de reação
Circunscrita de desejos NÃO-TEUS
Terminações térmicas de TER
O prazo curto de extinção
Leva-nos a crer na eternidade
Que alguma rocha teve
Teu corpo derretido
No coração de um sepulcro
Tão brilhante quando imaginas crer
Teu passo certifica tua canção
Teu olho um dia NÃO-FORA-TEU
Repita-te até algum flash de He
Subscreva tua respiração
Todo processo, toda possessão
Alguma dia vai ser uma espiral
Na escuridão fria da tua terminação.

C29u

17/07/2011

 

Número mágico, Três passos
A cor da respiração, transpira
Quando te cobre, não te mancha
Pra mim, vinte e nove
A cor da falta que se absorve
A horta que sangra, sobre a flor
Toda chance de te despir
Mover-te em direta ação ao sol
Submeter-te a sadia forma de vida
Pois ainda há mais de um corte
Se fecha a estação

{ }

10/07/2011

Vejo nada, Eu
Com meus bons olhos
Atrevo o arranhão
Como a encosta da diferença
Entre Ternura.
Não há mais nada
Ter tudo, entretanto
Ser tudo
Levar-nos-ia a rua do Aleph
Sem nenhuma subversiva realidade de sonho
Discrepância ao cheiro de memória
Eu, vejo nada
My. You have good eyes

Parcialmente coberto pelas cinzas
A silhueta do rosto esquece
Que são cinzas, apenas a pele
-Entrem todos os pensamento, entrem todos!
Passivamente anestesiados, pela desfiguração humana
Servir propósitos que trazem apenas cinzas no rosto
Os animais dos espelhos, nos aguardam
Pois são nossa face de imitação
O peixe que nada calmo
Esperando até nosso sono
Cerra-te a ambígua vida de frustração
Cava o buraco na mesa de um estranho
Conta poque sucumbes ao concreto verde
A verdade é teu rosto riscado
Todo broto cortado da tua imaginação
Dois corpos caminham e pensam
Falam sobre o sofrimento de aprender
Que a direção do coração
Fora puramente apagada
Uma estrela por vez
Apaga-se no céu
Até que não haja
Não fale
Sejas agora.

Collagen

14/06/2011

B (oro), lança (super helix) em negação
Conectar-se, ao movimentar-se
Vinte-e-cinco-por-cento (do corpo)
Que não se tem junto
Nasce ausente, e se afasta
Sente (e observa-se) a queda
Em cada gota sólida
Um suspiro defasado de açúcar
Molécula de reflexo
Célula dentro de acostumar-se
E o lençol jamais será trocado
Pois invisível e sensível ao cheiro
Assim é melhor

Atomic Concert

12/06/2011

 

Desenho (sobre) natural, ao
Espaços vazios, lembranças feitas de
E mais espaços vazios
Olhos fechados, solidificações quânticas
Reacordando entre fracos frascos de luz
Denominar a beleza invisível
Na vermelha velocidade da luz
Repetir-se até que a entropia
Transborde das suas feições
Até que seja possível nenhuma beleza e nenhuma feiura
Até que seja a borda da inércia
Enunciar-se em termos de ressonância
Dualidade em cauda de sonho
Anti-ser aniquilar o agora
Até o estéreo para sempre

150 L4 R C

12/06/2011

Nos rostos das páginas em branco
Habitam os corpos das idéias
Os contornos que são vivos
Mas aguardam por alguém
Imaginar-se-iam capazes
Deformar, até mesmo visualizar
O sol se por sem nenhum átomo
Observando a perfeita queda
Da paixão dos olhos pelo lago
Ao lado do reflexo
A mão gélida oculta-se
Pois somente dentro do silêcio
Poderás ouvir o som de si mesmo
Abandonando toda reação química

Sonho, May 28th

30/05/2011

Cinco espirais
Contados, espirais
Dias, e buracos negros
Meu estomago
A descrição elusiva da proximidade
República Nacional da Apatia
Escrita e submersa no sangue
Bem além do olho visível
A Vasta tentativa sobre os pés
Infinitas repetições
Cada estomago partido
Cada unha roída
Amanhece
Depois do sol, você.

Não há um átomo de razão
(talvez) Não há razão em um átomo
Anestesia geral de átomo
Teu corpo imerso na ausênsia
Não há um átomo na razão
Desfigura-te, poda-te
Teus desejos e tuas vontades
A cama conforta teus membros (cortados)
Cala-te, aceita e replica tua apatia
Não há um átomo de razão

Ao olhar frustrado do venusiano
Sempre um passo abaixo ponto azul
Sofisticação evolutiva
Aperto de mão, com o quase infinito
Force um pouco mais
Nem tudo é tão claro
Nem mesmo a ausência
Fótons resfriados
Pela turbulência desumana
Mascados nos confins da avelã
Nitrogênio no gosto do teu beijo
Solidificação da vida em inexistência
Apelo sempre aos que morreram sós
Sem o calor do cardume
Pois o musgo verde paga sua própria carência
Sempre uma passo a mais
Saliência
Deixar-te-ia encantar pela dança planetária
Deixa-te levar pelo vento
Nem mesmo o vácuo e impediria
Deixa-me ir
Oh vento que te levaria como semente
Sem pontos finais
Somente
Deixa-me ir

P4iS Ag3N in POST

19/04/2011

O dejeto, De que serve? O rio? Derrama-se .
O homem, é ser desencontro, E ser.
ermelha tua carne, Do ferro que V
Quebra-te. O dragão no alto da montanha COBRE
O rio que corre, repete-se, Pois espelho, marca-te
Pois Tesla morreria sozinho, de qualquer maneira

J4 P4 neutron

18/04/2011

Imagine que você fosse um átomo
Quebrando o arco restrito, DNA
Rompendo o silêncio, GRITO
Na porção viva de vendar-se
Denso como o universo
Esse mesmo momento
Imaginando-se doer o inteiro acesso
Até o FIM de qualquer plano
Permanentemente ir-reconhecido

Limitar-se-iam, a paisagem
Que se circunscreve  ao redor TEU
Rampas de areia com maciez e restrições Hexagonais
Exactamente associadas
Eu Hermético, TUA hermética

Força Newton, a maçã à mercê
TEU corpo, o tempo, à mercê

Matemática da consciência
Coberta de chocolate
Seduzindo o nada, ao encontro
Metamorfose, o mineral, o toque
A f a l t a todajunta toda s e p a r a d a
A

BSOD in the SKY

11/04/2011

Aplicação indisponível ao toque suave de requisição
Homeopatia digital
Letargia
A Vida voa com as asas homicidas do tempo
Inquestionável avaliação Darwiniana
Macros utilizadas diariamente
Ao sóbrio a tristeza, à derme a torção
Subtrair-se ao escopo, definir a singularidade
Sobrepor-se ao carisma foto-mecânico-corporal
Instalando-se em um hardware opressivo
A queda supervisionada
Sempre se presume concluída
Pois nada mais será necessário

Proíba a vedação pragmática
O assunto serpente, o doce e a canção
BSOD in the SKY

F4lT4 F3iT4 d3 S4L

21/03/2011

 

Movia-se ofegante, a cama
Cobria-se sem vento
Abraço de sonho
Olhos fechados, se escondem abertos
Guardando os segredos de sonho
Veto-me as saliências, o gosto do suor
Sempre a super-fície, a calma
Sobrepondo-se a cor
Verde verte da lembrança
Magnífica forma
Falta feita de sal
Derretendo-se em sombra.

 

Inválida programação celular
O toque plástico, o osso, nenhuma dor
Olho em vírgula, vaga noção denominada
A função descrita e apática
Deformatizar a construção sobreposta
O corpo-que-se-mexe-no-sono
Acordo com a solução líquida da boca
A ostra vulgar de confusão
Servindo a conexão cognitiva

Eu-mesmo-gosto
Preciso-o-toque-teu
Transforma-a-garganta
No-beijo-de-saudade

H0 L0 GR4 M4

09/03/2011

 

Anexando a confusão, Na exacta nudez
Meus olhos, pra descobri-los, fechados, abro
Sóbrio toque holográfico, timidez
Invento-me bidimensionalmente
Pois minha informação não se perde
Coração feito na mesma fábrica
Que te induz as estrelas
Sublinha este rosto de febre
Decapita tua emoção, em qualquer raiz humana
Pois Assisto teus olhos na distância mencionada

 

Luz laranja de sódio, a
Vidro manchado de chuva, transpassa o
Gosto cansado que enche a boca, o
Nos braços, desmanchando o movimento
Deslocar-se-iam as intenções
Na rotina, repetidas cegamente
Dentro do aquário, nadando livres
Razão além de partir, não há
Matéria viva envolta
Circular entorno da vida
A luz laranja de sódio.

 

Apoio das pernas, ao
Desmancham-se-iam no ar
Um passo afiado, pois
Dúvida, é a adesão, na
Espiral, a

Rejeito por que, eu
Não há o necessário fluxo
A inversão, reinventa-se sem face
Adestrar-se ao menor conjunto de pares
Imperfeitamente somados

Qualquer ritmo, desconectar-se
Segurar-se-iam a posição
Sem qualquer direcção, pois

1N 50 N3 4R

07/03/2011

 

Tatuagem termina a intenção, a
Sobre pele,  pelo, a paz
Gosto que se esconde na memória, o
Melhor ideia através da sensação, a
Sempre teimo, pois o sono é desdem
Fuligem  escrita sobre derme
Diagnóstico de sobriedade inconcebível, no
Adentro desejo de deformar a compreensão
Há algo na falta de desejo, pois
Desorientar-se-iam as peças do puzzle
Reação, é sempre esperar, a
Hermética, dimensionada, a grave vulgaridade existencial
Lágrimas que desaparecerão na chuva.

Tatuagem termina a intenção, a

Sobre pele, pelo, a paz

Gosto que se esconde na memória, o

Melhor ideia através da sensação, a

Sempre teimo, pois o sono é desdem

Fuligem escrita sobre derme

Diagnóstico de sobriedade inconcebível, no

Adentro desejo de deformar a compreensão

Há algo na falta de desejo, pois

Desorientar-se-iam as peças do puzzle

Reação, é sempre esperar, a

Hermética, dimensionada, a grave vulgaridade existencial

Lágrimas que desaparecerão na chuva.

 

Memória emocional
Calo invisível
Vontade intríseca
Os dedos que movem
A lágrima que corta até a queda
Imóvel e diretamente ligada
Torpor de ações irrevogáveis
Vertendo ações incosciêntes
Mancha sobre os olhos
Métrica que não se deriva
Da prática dos passos
Posição exata na escuridão
Olhos fechados pra sempre

image

Somos o vício no passado
Vivendo pequenas prisões
Porções, memórias
Cada reação medida
Somada, sentida
Rostos e suas marcas
Cromossomos e diferenças
Na microscópica ilusão
Derreto a feição
Adormeço
Minha pele se desfragmenta
Na opção avançada
Retorno intacto
Pois a verdadeira diminúta
Sempre se sobrepõem, solidão.

V3 Nu 5

30/01/2011

 

Não possa mais ver, não me importo
amanheço cada dia, eu sempre
com cicatrizes, nos meu sonhos
equilibrando meu corpo
nas paredes que não estão lá
efervescente reação
a si mesmo, não meça
a correspondente ação necessária
agora, é a palavra que habita sua alma
eu quero, mudar a correspondência
disseminar a força precisa, mudar a direção
o corpo em queda
mas a queda é o próprio corpo.

4 C4 L M4

14/01/2011

 

não ter a imaginção, Quero
o vasto, e me calar, Ver
Sou feito de pedra
Sou feito de estática
a vertigem voluptuosa, Vendo
Anestesio-me

Pois a calma.

Cortejo os que morrem
Pois todos são em vão
Acompanho irregular
Somente aqueles que não morrem

Tão próximo, quando for
O dia anoiteça, talvez
De se distribuir, sem a percepção
Toda extensão
Sou quase tão frágil
Quase

Adormeço quase sempre

Não visto meu rosto, quando acabo

40 k0 M3 ç0

23/12/2010

 

O nariz do palhaço é manchado
O (ver)me(o)lho no nariz, corre
Derreto a devo(a)ção e o apego
Pois positivamente sou negativo
Polo subjectivo, terceiro olho
A definição subconsciênte
A real idade semelhante
Eu verto a vontade, a acção
Subjacente eu nasço mero instrumento
Devolvendo-me ao começo
O universo que acolho
Na informação retina no que me imagino
Nascerá na memória orgânica
A chamada inspiração
Regurgitará minhas sensações
Aquele que virá e foi
Prometo a proveta desobediência

4L Qu1 M14

22/12/2010

Sou a mina de proximidade
A proxy retida na comunicação
Não se mova, pois o mar ainda move
Determine a fracção exacta de diferença
Devolva a redenção, pois os passos não diferem

Vou ser verde em alguma estrela passada
Pois a concepção das cores, divide a percepção
Informe as micro-deformações da informação
Pois tenho luz, pois tenho fótons e adornos

Meça-me e não saberá aonde estou
Tudo que sou feito me desfaz
Tudo se repete, pois a alquimia é a descoberta
Me devolva ao mar, pois a escuridão
É tão clara quanto reiventar.

4 F4 LT 4

21/12/2010

Quando quiser (tento) tocar
Através  do que perceba real (mente)
Adorno-me atroz (sou, eu) a diferença
Pontos nas mãos (dividem) ao mesmo
Eu tento o não-retalho (a)proxim(a)ação
Cada rosto que recrio (não-desenho)
O sangue

Assim espalho-me
Contraindo o gosto dormente
Eu preciso próximo
Eu preciso perto
Permanente
A falta
É sangue
É falta

50_mBR_45

12/12/2010

 

A-sombra-do-outro-lado-da-cerca
Subitamente esconde meu rosto
Rasteja e fala as palavras que engulo
Afirmo parcialmente, proeminente
Mas não há pelo no meu rosto
Rasgo o que for, me deito no esgoto
Rejeito o osso, a estrutura a cadeia celular
Desnudo? Não até que possa despir-me
Para mim mesmo, a-máscara-do-rosto
Eu sou outro

Qualquer falha fornece a entrada
A penetração ao sono, navalha
Há um rosto, há um toque
A-mão-me-diz-quem-ser
Como se fosse palavra
Debruço e desintegro
Eu sou outro

Alegoria de adorno
A repetição do morno
Vermelho estipulação
Acordo vermelho
Pois-é-a-cor-que-me-faz
Eu sou outro

Acontece quando você se sente leve
E suas mão tremem maximizadas
Malfuncionamento discrepante
Alguma coisa ante o soberbo
Sente com o corpo que lhe foi dado
Despedaça o que fora seu
Eu sei, há urgência em saber
Mas você já sabe
Mas aqueles que acabaram de chegar
Imortalidade de realidade
O sentimento de overdose do que se vê, sente, ouve
A fala repetida, ainda não se corrompe
Eu quero dizer o que sinto, eu quero ser o que vejo
Não há maneiras de ver, além do que já existe
Mas eu sou novo aqui e eu posso sentir
Não quero entender como você sente
Quero destruir o que já existe
Começar antes mesmo do início
Desmontar o que tudo é
É exatamente o que pode ser feito

Pl4C1nGM3

07/11/2010

 

Aplico a distância média de colisão
O edema grave de ser estanque
O corpo dorme, em molde
Vou quando os olhos se fecham?
As cortinas  e os vertebrados rastejam
Pois o significado talvez seja abrupto
A curva desnuda enche a cor do sonho
Demência leve nas gotas contadas
Qualquer dia preciso ouvir
A voz de verdadeiro
Sem nenhum som

Me soterro com isolação pois não ouço
Qualquer voz
Rápido demais, qualquer reação
Sem luz alguma, os olhos realmente vêem
Nas bolhas formadas após a queda
A queda se forma de bolhas

unR3aL1tyES

02/11/2010

Demo cra cia in blur
Alegoria
Tua face inverte
Qualquer sensibilidade

A dor no azul ou vermelho
As tuas cores dissolvem ao centro

A terra coberta de estranhos
Encobre-se
Não há retorno
Sem absoluta revolução

Paving Paradise

30/10/2010

 

As portas gemeas se fecham
Após os passos irmãos
A árvore seca, pois o solo se faz
Abruptamente humano

No centro todo espelho hidroformico
A face não importante, o hardware descansa
Pois toda adesão se faz infinitamente retornável

A esfera comprime toda mente já viva
Após a grande copia, todalmente reunida

O firme gosto da agua
Como a suave cor do trovão
Anuncia

Toda forma do sempre
Suprir o infinito
Podemos estar vivos
Mesmo quando chegarmos
Ao imenso jardim

 

28/10/2010

Não sou um. Deles
Mas me sento
Me ausento
Qualquer movimento
Eu não sou um deles
Esmago-me na realidde
Mesmo que não exista uma
Sou fantasma
Mas não sou um deles

Ainda há espaço, pois o vácuo não restringe
A ruptura mágica demonstrativa,
Dozes de ostracismo poéticamente corretas
Eu não sei se ainda ouço

tH3 W4y 0uT

18/09/2010

The Way Out

Acordo sempre antes
De ser despertado
Sempre te beijo antes
De sair, e esperar
Ás vezes as 7 estão perto
Ás vezes se afasta
Me despejo sempre
Pelo caminho dos
Olhos fechados
A mecânica do dia, inicia
Aquele cachorro no portão
Esta sempre lá, como um
Um dia depois do outro
Os verdes descem pro seu dia
Eu ainda sigo
Paro e entro numa nova espera
Pois o dia eh feito de multiplas esperas
O cinza chega e outros invisíveis
Fecham seus olhos
Dois pontos me separam
De alguns passos
O sol já nasceu a algum tempo
E meu dia já corre desde as 7

C0Pp3R H3aRt

12/09/2010

Teu desejo é cobre
Teu amor me cobre
Tua vontade me cobre
Tudo que tu faz, me cobre
Teu carinho é cobre
Minha vida descobre
Mas me cubro com teu amor
Cada vez que descubro
Que sempre me cobre
Com teu amor

Fl35 Ffu5tR4T10N

04/09/2010



A ansiedade me corta
Na antecipação que aconteça
A antecipação me corta
Com a frustração da imobilidade
A lágrima que não corre
Corta meu rosto invisível
Eu sou faca, minha carne fraca
É a faca que me corta
Nunca falo com medo de me diluir
Nos pensamentos que não me atendem
Eu nunca tenho a palavra certa
E o silêncio, mesmo em silêncio
Me corta

4p0L1tik

30/08/2010

Você deve não sentir culpa
Pois eles não são como nós
Você deve não sentir apego
Pois a carne que descobre suas faces
É Plástica como o asfalto
Toda inconstância deve ser contemplada
Mas não considere vida o atraso
Se os olhos teus estivessem abertos
Veria que está no fundo de um lago
E eles são apenas a pedra que te impede
De nadar livre, de saber o que existe na superfície

Você não deve ser raso
Pois o copo é profundo
A violência é primitiva e surreal
Acreditar que você não é capaz
Apenas sobrescreve seu medo
A margem é apenas o encontro da terra com o mar

Não há amanhecer, se o ser que me transformo
Algemado a um rastro não-meu, não há dor no coração
Não adorno o coração pois o atraso responde vivido
Acorda! Pois teu corpo humedece o fundo do lago, acorda!
Eles não sentem medo a te atrasar, não sinta medo… mate todos eles.

D k3Y -3

29/08/2010

Repetição é o conforto mágico
Que adoça a amarga qualificação de estar-vivo
Fundamental torção de amnésia, ao exterior extremo
Qualquer pílula não-válida venenosa o suficiente
Planta-carnívora que devora reflexos no espelho
Peixes que nadam do lado oposto da imaginação
Não me espanto com a teminologia nem com as cores
A qualificação viva se ensina a quebrar o que estiver em uma só parte
Entender por que o líquido se prende em uma só transparência
O amor é doce, eu amo, eu sinto seu gosto
A página em branco não terá um gosto
Semelhante ao gosto da página em branco
Nem mesmo uma branca página ainda em branco
Teria o mesmo gosto

c0g1To 3r90 5uM

29/08/2010

Seja insular, guardado e o lar
O originalmente gasto organismo
Do peso soando como antes mesmo
Da partícula ressonante de existência
Universo sobre a lúdica visão
Início divino  invisível
Anoitece até mesmo a noite
Anoitece indivisível centro-carne
Noite nua duas das lindas sóbrias maçãs
Ainda deitadas vermelhas, ainda invisíveis também
Sem nascer, tidas mesmo assim nas mãos todas
Plúrais enfileirados casamentos nos toques do
Sedimento salobro das estações
brindo um copo que não me define unido a ele
Desde que ele não preencha tabula rasa

y3Ux dE t0uRn3soL

28/08/2010

Je suis désolé si un jour
Mes mots ont été doute
Vous voyez, j’ai eu du mal
Avec moi, vous aussi
Mais le temps a résolu
Fondu dans mes mains
Je n’ai pas l’esprit
Je vous vois maintenant
Il est clair comme le soleil
Vous êtes mon soleil
Et je vous aime
Tant que vous brillez
Tous les eternety

Prying open my third eye.

Prying open my third eye.

Prying open my third eye. Prying open my third eye.

Prying open my third eye. Prying open my third eye. Prying open my third eye.

Prying open my third eye. Prying open my third eye. Prying open my third eye. Prying open my third eye. Prying open my third eye.

5aUd4D3

23/08/2010

Sussurro que o tempo não existiria, ouvi de
Um mero termo de desencontro, era
Rumo dos meus passos
O suave vermelho na sala
Ainda teu cheiro
Navega nos meus sonhos
Inibindo qualquer ruína
Lanterna, coto os dias

Dr3aM5

04/08/2010

Se fosse possível ainda escreveria um texto
Mas ele já teria sido escrito, pois eu ainda sonho
Das minhas peças ás vezes falhas são percebidas
Nem todos os reparos são corretos, nem sempre a queda é marcada
Ser for estranho comento o aquário pois nado sem perceber
Da ponta do infinito até o labirinto do meu quarto
Estendo assimétrico coberto de devaneios
Pois esse é o gosto mais certo que sinto
Sobreponho sonho com o que ainda entendo ver
Pois o branco são todas as cores, e a escuridão
Apenas a fração básica do esconderijo
Armas apontadas para o centro, pois no centro
Todas as feras foram domadas, sem jaulas
Ainda atrevo pois redimensiono-me no script baseado
Em sempre mover-se, sempre esconder-se atrás do centro
Eu fiz a escolha no momento ainda invisível
De todas as tentativas, ainda sou mortal, ainda sou de mentira.

a(D)v0iD

01/08/2010

O edema vivo
Caminha na dúvida diamantada
Eu sou liso entre as engrenagens
Nenhum movimento ou direção
Categoriza ações deformadas
Supreção viva
Demência é um gosto apreciável
Amedontro os que vêem pois não temo
A direção da chuva sempre será o solo

AQu3d4

24/07/2010

Dentre os detalhes conhecidos
Apenas o espectro mostrava-se
Em silhuetas alegóricas
Mas adornos não fazem a voz
Que respira ofegante
Repetindo-se transversa a situação

Sou o mesmo
Mas longe avesso cálculo
Entre os verdes que não se movem
Sou um dos seus momentâneos
Sua direção apenas coincide com a minha

A distância scaneada pela escama
Crosta quente de curvas
Termo-dinâmica-demente-diária
Consigo tudo pelo nada a minha volta

Somente a mente  realmente sente
Circunstância na circunferência da órbita
O olho conjuga-se carne
A visão conjuga-se real
Mas concretar-se ao que a carne interpreta
É a noção falha do labirinto
Que equilibra a limitação dos passos
Só o pérfido entende
Que não há nada a ser visto

Broken glasses, open eyes
No spaces in between the shadows
No shade, no ghosts
Eu vejo o círculo e seu contorno
Vasto e ambientado detalhe
Abro botão da camisa
E respiro o ar fino do horizonte
Repito o mesmo caminho
Com outro coração
Sem espaços entre as sombras
Sem sombras, sem fantasmas
Aqueço minhas mãos visíveis
Vitrifíco indivisível a feição
Volto ao contorno e ele está lá
Me dizendo que:
There are no spaces in between the shadows, anymore
There is no shade, there are no ghosts

Dedico este post a pequena Tarsilia

Desde a saída, desde a ilu-são
Imersos no coração-estrela
Milhões de graus e anos
Passando e tentando
Algumas particulas
De vida

Vagamos nos corpos
Dos antigos mamíferos
Como se treinassemos
Os nosso primeiros passos-infinítos
Somos laranjas, somos de mentira

Árvore que se mexe
Segundos mais depressa

Conhece a ti mesmo
Conhece a tua volta
Quem sabe alguma coinscidência
Também questinona a gestação das horas
A espera solitária de voltar a um grande útero
Que explode e espalha-se como cria

Eu sou vermelho, eu sou azul
Dedico-me a informação
Que cabe dentro de mim
E que nada infinita
Nos braços da expiral

Desde a saída, desde a ilu-são

Imersos no coração-estrela

Milhões de graus e anos

Passando e tentando

Algumas particulas

De vida

Vagamos nos corpos

Dos invertebrados

Como se treinassemos

Uns nosso primeiros passos

Somos laranjas, somos proteinas

Alguma arvore que se mexe

Alguns segundos mais depressa

Conhece a ti mesmo

Conhece a tua volta

Quem sabe alguma consciencia-sobra

Tambem questinona a gestação das horas

A espera solitária de voltar a um grande útero

Que explode e espalha-se como cria

Eu sou vermelho, eu sou azul

Dedico-me a informação

Que cabe dentro de mim

E que nada infinita

Nos braços da expiral

Sunflower Field

24/03/2010

Imagem By

http://www.quiltfabric.com/inspiration.html

Venha comigo
Um vôo sobre a tempestade
Talvez eu seja suficiente
Eu não faço o cego ver
O vasto verde dos olhos
Nem campos de girassóis para sempre

Eu sei, eu posso tocá-los
Posso sentir, você

Não te peço para voar comigo
Um vôo sobre a tempestade
Pois tua mão se ata a minha
Como planta que precisa da terra
E a terra que precisa da planta

A porção exata de ouro e azul
Tento não forçar, pois da pressão
Nascem diamantes, e eu apenas
Quero teus olhos, teus cabelos de fogo
Abaixo da dourada aurora

Lembra? Voa comigo, sempre que quiser
Um vôo sobre a tempestade

POESIA FRACTAL 1

17/03/2010

Entranha de Estrela

31/01/2010

Cancelo meu voo ao planeta gémeo
Pelo menos até o termo de amor de sua imã
Me flagelo por uma raça, que ainda amanhece
No dia que conta seu tempo na indefinida escuridão

Não há parte obscura
Nesta teia Infinita
Apenas olhos moldados
A ver somente a cortina
Que divide o palco, o ato, a luz

Rastejamos inconscientes conscientes
De que aleatoriamente nossa constituição
Descobre-se e pergunta, e segue

Ainda não anoitece pelo ralo distante
Aurora que desperta essa carne
Aquece e confunde o olho-feito-de-carne

Ainda toco minha constante
Numa profunda desilusão
Queria danças como minha mãe um dia
Dançava

Alguma estrela deixando-se no espaço
Entre suas entranhas, nasço, morro, renasço

A pancada pragmática
Predominante num céu de Sartre
No alto da montanha da insônia
Sossego inexistente do corpo
que mede o medo de deixar de existir

Aquarela animada, cinza
Soletrada numa valsa mestiça
Dobrada num papel, um avião

Eu acredita discordando
Que o som imita a saliência
Monótona da paisagem
Vaga versão da sátira humana, real

Lustrando a Linha do horizonte
A entranha esquece a raiz
Que prende a paixão finita e tangencial

A luz que brilha em ti
É a luz que brilha em ti
Além dos desejos, além dos medos
Lugar qualquer de bêbado

Banho-de-olhos-fcchados
Juntos, aos abertos, Demando.

Alegoria+manhã

13/01/2010

Acordo várias vezes em uma hora
Acordo várias horas de uma vez
Paralelamente com uma certa
Angústia

Lateralmente visto
O trage agudo
Na estática pessoal
Tento o nu

Pensas tu que nado contra tua corrente
Mas por que enfrentar algo inexistente
Se sei que sou minha própria direção?

Sobrecarrego um sono cansado
Mas sei que o que meço
É infinito

Hadron

23/12/2009

Das colisões que meu corpo suporta
Desintegro-me, a camada mais funda
Da feiura do olho
Queria não saber do gosto
Inventar as perguntas
Esquecer as respostas existentes
Inventar-me

Niels Bohr

Fecho meus olhos
Nos degraus repetidos
Mesmo que fossem graus de uma órbita
Eu silencio e calo, o calo
Na garganta quebrada de ouvir
Me sinto vulgar nesta matriz binária
E porções homogenias
Me cubro de colo e recorto o que já não vejo
Se ao menos me endereçasse sóbrio
Aos que andam, e moldados pela tangencial absorção da vida
Sentam-se e acomodam o mundo
Eu quero destruir
Eu quero
Eu
O Mundo gira inverso à vontade
Como se a malha de impermeabilidade
Solidificasse a visão

A dor na ria
Despe rada-mente
Os pulsos (fracos)
O peito branco (imóvel)

Amorteço-mecalmamentesemasegurançanecessária
Escondendo-medomeuprópriogostoamargodeconformidade
Espelhodejasmimealembrançadesapareceapósopuloinicial
Mantenha-meadjacenteaomuroquesimplesmentenãoconsigover

Melhor que o movimento
Melhor que qualquer… gosto de insinuação
Sei dos gostos alheios
Mas se sou um alheio
Por que me disfarço
Como algo que pode ser visto?

O freio descompacta o modo de ser alicate
Dançando no senso desesperando de ser

Sui Caedere

04/12/2009

Se fosse o silêncio, saberia
Se partisse, partiria em silêncio
Se abrisse meus não-olhos
E mesmo assim sentisse?
Saberia

Terry Ryall: Atom Dance

Ler também:

Gato de Schrödinger

Eu sou o estado, o ser o formato
Campanha aguda de existência
Soletrando as curvas perfeitas das ondas
Montando a estática

Destruo para o prazer, presente
Ainda danço e movo imaginários
Meus, seus braços

Ainda escrevo o cordão de nós
Ainda esqueço quem sou
Ainda o refugio do gato morto, vivo
Vago ao mesmo tempo infinito

Ancient Layered Hills on Mars

O primeiro dia sempre é mais silencioso
Toda casca que cobre o cobre, se descobre
Eu corro com passos ínfimos, me forço a dúvida
Decomponho a consciência

No primeiro dia tudo é tão calmo
Os calos nos olhos vão sarar
E a sede promete manter-se comigo

Forço-me a queda livre
Vivo, descubro que movo
A maior parte do estático

O legado do corpo

25/11/2009

The Ring Nebula

Anestesia daquela cor
Compensando o espectro
A silhueta da carapuça
Soletrando a programação do vivo

Volto à colheita desta lua de ladrilho
Neste céu de azul, mergulho
Sobre a monção que leva meus poros
Ao não suor, sentado, uma árvore
Sentido sobre… uma Alice sem ninguém

Tártaro sobre os olhos
Nenhuma…
A conquista adormecida
Nos heróis que, poderiam
Mas não têm direção, eles

Eu quero que meu corpo
Retorne as centenas
Retorne-me ao centro
Corpo detrito

Saturn After Equinox

 

Quando andamos pela sobra
Esquecemos do rosto
Abrimos o umbigo
Escondemos o cisto vivo

Dois dos seus fios
Tornaram-se longos
E destes fios
Pernas cresceram
Seu corpo consumiu
O instante

Sedado pelo cansaço
Sentado na beira da cama
Com os pés no rio
O rastejo fino
Fertilizando idéias
Não suas, não minhas

A dança a dor na…
Dez mancha a voz
Eucaliptos no céu soturno
Descalços seus pés
Saturno

9

12/11/2009

 

Aquela sensação
A sombra de novembro, assim
Sedimentando o tempo
Salgando a carne adentrando o tempo

Listras de nuvens de chuva
Chuvas de listras de cores
Decomposição da existência

Você continua calado
No calmo admirável silêncio
Como se Bob Dylan fosse dizer algo
Na voz de uma mulher
Mas aquela sensação
A sombra de novembro, saliente
A boca seca ainda sabe sorrir

Listras de nuvens de chuva
Chuvas de listras e cores
Reinvenção da existencia

Silêncio Original

23/10/2009

starrynight_vangogh_big

Sem título e sem ação
Eu precisava sair
Corro pelas infinitas escolhas
Me perco rapidamente
A velocidade do que penso
Distorce a sensação
Sobreposta a cômica composição
Neutralidade, negatividade ou positividade

O acordo dos olhos e da consciência
Por que sinto, toco e não acredito?
Quando fecho as pálpebras
E qualquer escuro se torna energético
Sou tomado pelo silêncio original

Algum caminho que se perdeu
Algum mergulho da matéria
Matéria de diferença
A força talvez faça a luz se curvar

Periférico a isso, o acordo
Dos olhos e da consciência
Naturalidade a sensação de oposição

Star Stuff

08/10/2009

Susanna and The Magical Orchestra

Fantástica versão de Love will tear us apart again do Joy Division, realmente que voz.

Starr Stuff

No momento estático da observação
Dúvida pálida de rosto jamais descansa
Termo incrustado em existência, existir, enxergar
Munido de uma nuvem de gás
Movido pela grávida-idade
Desenhos invisíveis
Falha formosa da construção, perfeita
Força de separação e contato
Mergulho, desmaio melancólico
De onde vim?
Do coração de uma estrela
Meu destino?
O coração de uma estrela

Centelha
Centena
Contas secas
Semente

Seres de luz?
A luz dos seres
Escuridão
Não existe o nada
Apenas o desconhecido
O nada o mito do infinito
Visto pelos olhos
De um átomo visto

Viver?
Eu me iludo
Eu me crio
Eu me tenho
Eu
Me

Explicar a ressonância
Que se desloca da profunda
Versão da vasta ilusão

Despir a carne e se concentrar
Na maternidade da não-carne
Composição de atração

Salvando a palavra já escrita
E a idéia já tida ao nível celular
A dança imensa do universo que vemos
É o pequeno passo em direção
Ao ato infinito de entender o próprio rito

Este corpo só me faz lembrar
Que a dor é só uma ilusão

TOOL – SCHISM

05/10/2009

poemAAmeop

PINK FLOYD – KEEP TALKING

O avesso Ertnev

05/10/2009

Parece que as peças que me compõem
Não são as mesmas peças que o mundo fez
A falta feita, a feita dor moldada no meu rosto
Minha garganta não tem mais palavras
Minhas palavras precisão sair

O plano plano da vida
Em vezes escapa das mãos
Pareço estar vestindo o avesso

PINK FLOYD – WEARING THE INSIDE OUT [LIVE]

R.I.P. RICHARD WRIGHT

Silencio

04/10/2009

ZEITGEIST: ADDENDUM

A consciência só é possível reiventada
Omitindo-se ao seu eu inventado
Nas camadas sobre os olhos
Desconfiguração abrupta de direção

A dor que não se desliga
Dói em ondas
A dor que não se sente
Dói em ondas

Consciência ensinada
A dor no espelho
É o seu rosto inventado
A dor no coração
Como um programa
Instalação de falha

Me diga qual a cor das palmas
Cegos de consciência, somos
Seremos então
Sem aviso, a mesma escuridão

Ato elíptico

29/09/2009

supermassive-black-holes-lie-at-the-center-of-large-galaxies_9

O universo feito de um equilíbrio que se traduz em uma sintonia emergente entre consciências. Em vezes a emersão de idéias se faz involuntária, mas seus encontros se tornam necessários, mesmo em distâncias inimagináveis o todo ainda assim se transforma, e se faz transformar, abaixo uma destas modificações…

_____________________________________________________

Minha percepção parece não acompanhar o fluxo
Desacelero na medida em que me aproximo do sono
O centro galáctico do cansaço

Semeio meus dois mil olhos de lança
Na maçã frágil dos meus olhos fechados

Caio em armadilhas planejadas
Pela tangencial perfeita
O não impacto físico

Na vasta galeria dinâmica
Ultrapasso as sensações

Desfragmentado
Acabo no flash
Na fantasia
Real-idade

__________________________________________________________________

Algumas coisas foram feitas para continuar eternamente realizáveis.
Seres humanos, enquanto seres desesperados tentarão eternamente realizá-las, na esperança de que o realizado supere o realizável…
De quantos realizáveis tu és capaz de abrir mão na esperança insólita de achar o que foi criado para ser realizado?

Quando o exame da superfície
Não encontra o desmaio
Então cai no momento não-sábio
Na metrópole de erros e acertos
O devaneio aberto aos olhos abertos

Não sinto o desmaio quando chego
Perto demais da superfície
A desvantagem da velocidade?

Eu vejo a queda eu vejo a queda
Se olhar pro lado e me ver parado
Estamos ambos a cair
Eu não consigo ver o fundo
Mas eu sei que está lá
Pode chegar antes pra você
Pode chegar antes para mim

Se alguma cota corromper
Suas decisões, o tempo não passa
Seus olhos piscam

Não sinto o desmaio quando chego
Perto demais da superfície
A desvantagem da velocidade?

Eu vejo a queda eu vejo a queda
Se olhar pro lado e me ver parado
Estamos ambos a cair
Eu não consigo ver o fundo
Mas eu sei que está lá
Pode chegar antes pra você
Pode chegar antes para mim

Quase Ares

07/08/2009

Eye+of+the+Universe+01-09-02007

Como se tivesse engolido óleos de espelho
Minha boca ácida derrete agora com gosto metálico
E o sol se espalha no céu como a água que condensa
As paredes virais da cidade movida pela boca

Em soma sádica laboratórios curam
Laboratórios descuram e nadam em suas máscaras

Nós? Nadamos na informação imperceptível, vaga
Alguma de sobrepor a máscara já usada pelos bárbaros

Encantado com meu nome inverso
Encantado com meus vários nomes
Eu me perco nas bocas e me calo

Quase como quasares de queijo no céu
Eu sou um desses pontos, eu fui um desses pontos
Eu serei um desses pontos

As coisas passam, também marcam
Nossos corpos, nossos rostos, nosso ser
Me desculpe por não ser um pouco mais
Na tua linha, na tua minha retaliação

As coisas passam, também ficam
As coisas passam, também ficam
Um pouco mais, um pouco mais

E tudo assim representa a solução
De água parada, decantada, sofisticada
Me desculpe por não ser um pouco mais
Na tua linha, na tua minha retaliação

Chamas

24/07/2009

stars

Se eu tomasse minha saúde mental
E mostrasse o plano que tenho
A paz equatorial humana
A massa fluente e flexível da vida

Eu vejo as coisas mudando
E mesmo assim sinto um pranto insustentável
Eu queria danças nos anéis de um planeta desconhecido
Ver mil pores-do-sol  em estrelas magníficas
Tão azuis que poderia ver através

Um silêncio compassado me faz sentir
Minha respiração me faz sentir
Baseado no que sinto, sonho
E não sobrecarrego o olho
Volto ao esquecimento
Lembro do antes de existir
Como me formo através de sonho

A equação drake talvez seja um sonho
Sedimentado na minha consciência
Ver as raízes na água nos copos da cozinha
Me fazem sentir, um pouco mais vermelho
Vasto, e talvez assim, com uma direção
Sinto as estrelas, elas chamam por mim

Abraços em Espiral

24/07/2009

New Milky Way

A dúvida é a vitalidade da existência
Somada as respostas adquiridas
Damos voltas na informação
Damos passos por essa informação
Se caminhássemos em cadeias de DNA
Talvez pudéssemos sentir nosso verdadeiro cheiro

As cadeias salobras transcendem as cores visíveis
Limitadas por olhos que como se fossem contaminados
Enxergam a pequena gama de matéria de luz imaginada

Demonstramos nossos sentimentos ao infinito
Tentando entender a nós mesmos
Movemos nossos corpos temporários
Ferramentas evolutivas
E descendências mutantes

A sinfonia tocada nesta fração
De segundo inventado
Ecoa, contaminando fluxos e formas
Espirais, respirais, perguntais…

Walk_from_Smoke_to_Darkness_by_cordieb

 

Quando olho pela janela do ônibus em movimento
Eu temo que a paisagem me enlouqueça
Quando olho meu rosto mudado pela paisagem do tempo
Eu temo que a sensação do espelho me enlouqueça
Quando abro a torneira e lavo meu rosto preocupado
Eu vejo que o pensamento não enlouquece o homem

Vejo minhas guelras no chão de sangue e marfim
Colho minhas costelas na praça mais movimentada
Cortava pequenas partes da minha carne
Para que as lágrimas da minha alma inventada
Pudesse chorar meu sangue falso e minhas tristezas falsas

Eu vejo a paisagem e nenhum horizonte
Eu vejo as montanhas e nenhuma árvore se faz visível
Eu quero as estrelas mesmo que estejam distantes
Eu invento o tempo, eu invento o tempo
Eu destruo o espaço, eu construo o medo

Nenhuma forma visível se faz cansada
Nenhuma forma crítica se faz além
Malditos pensamentos escritos
Malditas vozes de alumínio
Eu vejo as farsas com os olhos fechados
Eu sinto o vento com meus punhos cortados
Qual janela se abre quando esqueço
Nenhuma janela se abre quando vejo
Eu temo que a passagem por entre o vidro inexistente
Me enlouqueça

E se for?
E se fosse?
Tenho traços
Tenho fontes

E se tudo se perder?
Vai ser importante?
Vai ser lembrado?

Membrana ligada ao momento
Conectada com a informação
Membrana física, imaginada

Mantra de mágica
Memória destroçada

Foi
Será

A informação
Tanta
Esquece
Lembra?

O dilema do calado

17/07/2009

Atualizado todas as síndromes
E calando todas as canções
O déficit não culpado de vácuo
Do plástico não comido é grande
E eu vejo as estantes cheias demais
Cansadas de carregar detritos de estrelas cadentes

Eu sou fácil demais
E qualquer música mudaria minha vida
Eu sou fácil demais

Eu choro por músicas tolas
E choro por filmes tolos
Eu sangro quando penso
Como posso me fazer mais triste?

Eu esqueço quanto peso
Na minha existência
Prestando atenção errada
Aos meus pontos falhos

Eu sou fácil demais
Então por que não me lavo
Com minha própria atenção?

Erupting Volcano Anak Krakatau

Erupting Volcano Anak Krakatau

 

Às vezes há uma tristeza imperceptível
Uma malha superficial degenerativa
Como um v, uma tensão

Agora me recordo do campo inteiramente ver
A vasta indisponível paisagem
Soprando pequenas partículas invisíveis
Anexadas a pequenos filamentos de imaginação

Abrindo a porta escorrego na fina camada
De conforto, de real sutileza

Desassocio-me ao humano,

E vou de encontro ao meu centro
Não soterrado pela informação
Nem por qualquer pano

Eu serei sádico se disser
Que não vejo mal algum
Mas serei vulgar se disser
Que somos idênticos

Metamórfico e disponível ao fluxo
Retenho-me do simples fato de observar
Ao complexo e simples ato de modificar

Relicário humano

11/07/2009

Plena pressão paradoxal
De ser cinco, de ter dez
De ser dois, de ter quatro
De ser preciso, de ser exato

Composição de Cs e de Hs
De ser simples e ser complexo
Ser terrestre, de ser aquático
De ser livre, de ser escravo
De ser faminto, de ser apático

Não tenho palavras minguantes
Talvez encontre melhores termos
Se gritasse como um vento sem direção

O conforto frágil dos teus ossos
Aquecido pela tua cadeia fácil
Talvez seja encontrada numa análise superficial
Do que um dia fora teu rosto
Tua vida, tua, teu, ter, tinha

Avalanche

10/07/2009

Seremos capazes de pensar sem a bengala da tecnologia?
Que caminho tangencial e perigoso nossas decisões nos direcionam
Num abismo de seres fantásticos e de cores multidirecionais e caras
Mantemos a corrupta vida confortável, somos a prostituição paga com conforto

Nenhuma seqüência exata consome a trilha perfeita de rendição
Do circular mundo que toca nossos silenciosos corpos inabaláveis
A verde e vaga vergonha não se opõem a vírgula final
Mesmo sem saber que não há fim com uma vírgula
Apena uma separação

No calor equatorial do nosso controle sobre nada
Olhamos por janelas como experiências
Até onde podemos levar a vida
Engaiolados como ratos e crentes no amanhã melhor?

Queimaria bíblias em alguma praça movimentada
Para ver a reação das pessoas
Minha fantasia de pessoa, minha pessoa perdida entre a devoção
De fazer a vida realmente rica e viral, verter, não aprisionar-se em desejos não-naturais

Conheço a memória incorporada em concepções
A arrogância da insípida
Até quando levarei nas minhas malas
O peso da pessoa que dorme do lado de fora
E da fome que consome aqueles que não vejo?

sunset on mars

sunset on mars

 

Nos rastros que deixo

Interligado as repetições

Minha consciência física

Automatizada pelo controle

Figurantes numa linha de historia

Imaginada pelas vozes

Vibrantes cores nas paisagens metafóricas

Da mesma racionalização

De momentos e sonhos

Mesclados com lembranças e cravos

Num jardim que percorro todas as noites

Um pouco antes de sumir

Em algum dos teus pontos magneticamente contorcidos

040906083929

Minhas mãos estarão um dia

Quando a expansão superficial do teu calor terminar

Terei meus filhos distantes

Mas de ti sou parte, como és parte do que me faz

 

Desnasço na espiral imaginada

Na vórtex momentânea

O todo é feito do nada

E se nada mais pulsar

Alguma forma de calor virá

Da poeira do teu lenço

Das lanças dos teus agás

 

Vertera tua vida simples

Da simples forma de vide atômica

Voz da dança magnífica das manhãs

Até o momento que todo fizer o devido sentido

Somos quadrados planos

Ocupados demais desimaginando

apophysis-080501-201

 

Se em alguma parte do processo
Nenhuma ceifa da tua saliva
Encontrar o adorno necessário para tua busca
Olhe dentro da tua falta do que fazer
Conheça esse conforto pálido que cora tua pele de medo
Molha o dedo na tinta, mancha tua carne
Move o costume de ser tão fácil demais

Arquimedes

Arquimedes

 

A não-compreensão leva ao não-retorno
O respeito intransigente e corrompido
Dominado pela função e atração pela posse

Eu sei que posso mais
A sensação desloca-se em mim
Nas linhas que são minhas
E são as árvores, toda dança infinita

Ver o retrocesso e toda resistência
Ao conhecimento do desconhecido
Simplesmente dói demais

Há uma tempestade entre o ser
E o encontro consigo mesmo
E isso tudo simplesmente dói demais
Dói demais

Controle

18/06/2009

Se corrêssemos tanto que nossos pés sangrassem nosso cansaço
E diluíssem nossos corpos na atmosfera supervisionada pelo valor
Elipse, esfera, espiral

Eu quero é um mantra
Eu faço é a quebra da tensão superficial da alma

Ninguém vive a vastidão inóspita
Todos se saciam com o conforto ácido
De uma paisagem plana e superficial
Baseada em repetições confortáveis
Em faces confortáveis, lições confortáveis

Gostaria de ver a calma vestida de branco
Roendo as unhas mal pintadas
Esperando o fim do dia
Aguardando, meu corpo cansado
Desabando

Hydrogen

17/06/2009

Somos filhos das estrelas
Somos estrelas de carbono
Somos o carbono da alma

Nasça a difícil meta
A informação
A matemática incalculável

Teus restos são o ar que respiro
Te respiro em oito minutos
Te desvendo assim que pergunto

A difícil questão
É a simplicidade

Delírio Onipotente

10/06/2009

No descompasso decorrente
Nenhuma mudança se vê necessária
Nenhuma mudança se faz confortável
Nenhuma lembrança se faz perene
Vagos filamentos de consciência
Vida automatizada

Mesmo a consciência se vê aprisionada
Dentro de regras não-transparentes
Bolas de pelo que não retornam
Desaparecem nos nossos estômagos vazios

Nenhuma ação se vê necessária
Açúcar e sal, nenhum tempero mais
Somente o aumento da diminutiva responsabilidade
De ver o afastamento

Na órbita vejo a calma
Descalça
Descansa

Semi-trânsparencia

10/06/2009

Na membrana tectônica
Todos os círculos, todas as esferas
Os olhos e mesmas células

A programada e estranha gravidade
De mãos dadas com a passagem de um tempo
Relativo ao seu conforto

Todas as mesmas belas apatias
Reunidas em uma espiral de heliocentrismo
Laterais estreitando-se na direção pré-definida

Quem define a direção?

Naquela Imagem

10/06/2009

Neste quarto havia uma imagem
Numa imagem havia dor
Na face o som vago da minha voz
Inerte a imagem neste quarto
Numa dor a falha no entendimento
Nesta face palavras se perdiam
Na gravidade vasta desta imagem
Nenhuma semente cresce neste ser
Nenhuma alma desloca-se em velocidade
Neste quarto havia uma imagem…

Saturnismo

23/05/2009

Sobriamente me incumbi de ler minhas gengivas
Meu peso equivalia ao gás morficamente a minha volta
Isótopos e pressões barométricas corporais
Eu sou tecido do teu tecido, saliva das tuas nuvens
O mesmo será encontrado, na autópsia da esfera azul e viva
Meu corpo pesado como a fumaça das fábricas
Fabricando a igualdade, os campos verdes em depressão
Se sou agnóstico ou se sou pagão? Quantos grãos ganharei com isso?
Nas nebulosas metrópoles estrelas morrem todos os dias
Deixam seus pedaços nas ruas vazias
Nas vertigens que somem como nossas respirações no ar
Eu me devoro com o medo da direção
Emergir e desaparecer

Eu ouço estórias ma me sinto de saturno
Eu penso nas hipóteses e talvez o budista estivesse certo
Eu levo as respostas, mas o que fazer além de
Ensinar álgebra para cães que não podem ser adestrados

Na paz próxima, a pormenor permanência
O prisma, a carência, a cautela da vida binária
A vida de lego, a construção abstrata da face
Na tentativa do entendimento simbólico
Na porção perfeita de que se encaixe

Eu sou feito de nós e retas
Rotinas não-concretas de abstinência
Posso ser, não ser, dis-ser
Não sou a anomalia entre os caracteres romanos
Sou simplesmente a face do universo
A mesma face imaginativa na qual descansa
A dúvida se eu imagino ou tu imaginas

Na seqüência sublinhada na qual chamamos caminho
Introvertemos a canção simples em sadismo e sonhos

Eu sou sonho
Eu sou pedra
Tu és sonho
Tu és pedra

Fiz um rastro sobre um papel

E a porção de mim que acreditava

Quebrou-se como uma vidraça

E meus pés pisaram nos cacos caídos

 

Eu me tornei previsível, meus atos

A calefação uniforme das minhas lágrimas

Não-nascidas, desprendidas

Eu vi o pôr-do-sol nos teus olhos

 

Na contagem regressiva dos momentos

Que empilham meus dias, vividos

Eu sou um estranho pros meus olhos

Na real serra da separação

Pain Killer

19/03/2009

Sei geometricamente nos tons
Não entendo o vácuo visível
Tenho manhas nos olhos
Olhos com cores falsas

Anestesia
Sinto a imperfeição
Salobra
Insônia

Procuro um rumo
Nas ações
Tento me manter acima
Não ao mesmo nível
Dos invisíveis

Desgasto-me
Sobre a tempestade
Eu sei que passa
Eu sinto que sim

Instantâneos

17/03/2009

O resumo da ação

Ao milímetro mágico

Em que átomos dançam

Numa organização incompreendida

Eu sangro anêmonas animadas

Metades e melhorias genéticas

 

Podia sentir o corrimento

Sobre a minha pele

Invisível como o vento

Como a vasta noção invisível

 

Acontecimentos medidos e mágicos

Tempestuosos

 

Repetitivo de qualquer força

Eu quero ter, a minha própria

 

Desejos não-meus

17/03/2009

Se a possibilidade de repelir todo e qualquer desejo e medo

Não-meus

Pudesse ser exercido pelos meus sentidos e percepção

Eu sentiria a liberdade

A denominação pessoal do desejo

A não-aflição

A ternura interior

O transe

Sentimento absoluto pela quebra

A conexão contigo

Mais próximo que o toque

Velejo ainda nos campos de girassóis

Meus sonhos são feitos deles

Minha realidade também

Apenas pausa

16/03/2009

Descobri que para manter-me na linha preciso de disciplina. Me por em controle da situação não cabe a ninguém somente a mim mesmo, me manter saudável, são e seguro. Nenhuma das rotas traçadas anteriormente me levou a um estado de percepção na que me encontro atualmente.

Meus olhos coçam por dentro, como se quisessem ver meus sonhos, trancado nessa realidade, me sinto claustrofóbico e apreensivo, como se ainda não visse meu propósito escrito em minhas mãos.

Sinfonia 888

16/03/2009

Na suposta interação do ser

Somos supostamente setas

Voltadas a malha incandescente

 

Meu corpo é um copo

Uma mensagem

 

Derrame o vazio

O todo é feito do nada

 

Da embalagem

Vital de reconhecimento

Desejo é despir-se

Redesenhar a ação primordial

Desejar é muito mais

Que simplesmente

Agir

Ao desassociar o controle

A calma vaga do toque

Detritos pálidos do espelho

Frações amenas de paraíso

 

Vejo no reflexo o rasgo

A fragilidade em loop

Lembrando que há momentos

Com lapsos de reação

Com difusões diurnas de abrigo

Moderações dos passos, pacificações

 

Mostras de adesivos

E agonias contorcionistas

Apego (-me)

Apago (-me)

 

Quem?

 

Delírio Valium

30/09/2008

Seus olhos romperam o silêncio

Piscando em um momento crucial

Sua pele seca solveu-se a respiração

Qualquer maldito saberia

 

Sentindo-se repulsivo

Soletrou seu desejo

E suas palmas frias

Suaram suas incertezas

 

Uma sombra só respira

Durante a luz do dia?

Ou caminha pelas direções

Que os olhos não entendem quando

Fechados pelo cansaço?

 

Ele feito de pólvora

Vertendo valium dos seus sorriso

Caminho até seus próximos passos

Não iriam

 

A vaidade do seu vestido

Refletida nos seus olhos inversos

Coração de alma terna

Ela sabe dos seus saltos

Das suas longas pernas cicatrizes

 

Meia noite e ela quase passa

Ainda metade sua, pensa

Jamais poderia queimar em vão

Ravi’s Bar

29/09/2008

No caminho para o supermercado um carro para do meu lado, dois caras dentro me perguntam:

-Cara, tu sabe assobiar?

-Não, nunca consegui realmente aprender, deve ser aquilo que os cientistas dizem, que você precisa de algo no seu DNA que te faça assobiar.

-Pois é, a gente também não sabe, vamos tomar umas? Acho que tem um bar aqui perto, mencionaram abrindo a porta de trás do carro. Esqueci para onde estava indo e fui com eles.

Depois de algumas quadras chegamos num buteco muito chumbrega perto de lugar nenhum, nos sentamos na mesa do lado de fora pedimos cerveja e um dos caras se apresentou disse que seu nome era Carlos o outro se apresentou  como Reginaldo. Não lembro bairro que estavamos, comecei a ouvir uma música e senti vontade de dar uma mijada, avisei os caras que iria e quando entrei no bar Ravi Shankar tocava sentado para um bando de bebados. Fui ao banheiro desacreditado e aquilo era realmente uma porcaria, pior que qualquer banheiro de bar que já havia visto, mas Ravi Shankar continuava a tocar, parecia estar tocando há muito tempo, os bebados pareciam nem dar bola.

Voltei para mesa e Carlos me pergunta:

-Cara a gente discutia aqui se você viu aquele filme…

-Meu, Ravi Shankar está tocando lá dentro! Falei em algo próximo ao pânico.

-Ahá! Diz Reginaldo, então é por isso que cobram tão cara a cerveja aqui!

-Como assim? Repliquei sem muito entender.

-Fumamos um com um hippie lá no centro estes dias e levamos o danado pra dar uma volta com a gente de carro, ele nos disse que poderiamos ir num bar bem legal, e nos trouxe aqui, fala Reginaldo matando seu copo de cerveja.

-Bah, pede mais uma cerveja, batendo a cabeça contra a mesa, desacreditado.

Depois de algum tempo me pareceu normal, a música, as conversas com Carlos e Reginaldo sobre discos voadores que apareceriam segundo uma garota australiana que seria parte de uma federação intergalática. Perguntei se eles eram mesmo da cidade o que faziam por ai além de dar banda de carro, Carlos disse que vivia de uma herança de uma tia morta e que Reginaldo era um amigo de uma ex-namorada de Carlos que segundo ele num eclipse solar havia achado numa esquina perto do  museu do olho.

Começamos a falar sobre Osho.

-Tu sabe que Osho salvou minha vida, falava Carlos, passei por umas na minha vida e lendo aquele cara algumas coisas ficaram mais calmas.

-Eu li a metade de um livro dele uma vez sobre Intuição, me pareceu algo bem interessante, e algo que faça muito sentido mesmo, por isso que hoje em dia as pessoas são tão infelizes elas poem o seu intelecto contra seus instintos, acabamos por nos auto-reprimirmos e tornarmos-nos alcoolatras, psicopatas e suicidas, falei.

-Eu tinha um bar um dia, falou Reginaldo, se chamava 1035, me parecia um bom nome, conheci muitas pessoas legais lá, coisas que se eu escrevesse um livro as pessoas diriam que é mentira!

-E você acha que alguém vai acreditar que o Ravi Shankar estava tocando nesse bar chumbrega aqui perto do fim do mundo? Vamos achar outro destes!

E saimos três bebados num carro na procura de um bar mais afude ainda.

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